O Governo de Mato Grosso continua a política de ignorar o inquérito finalizado e que indiciou 22 pessoas suspeitas de um possível esquema de cartel, que teria abocanhado diversos contratos e milhões de reais dos cofres do estado no setor da saúde.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) manteve o pagamento às empresas investigadas na Operação Espelho, mesmo após a Controladoria Geral do Estado (CGE) ter identificado possíveis irregularidades nos procedimentos administrativos anteriores, feitos sem qualquer tipo de contrato ou licitação.
Desde o relatório da auditoria apresentado no dia 4 de julho, até a última quinta-feira (10), foram pagos quase R$ 14 milhões aos empresários/médicos investigados no esquema.
Em interceptações divulgadas na imprensa, um dos envolvidos assume internações de pessoas na UTI, durante o auge da pandemia, sem a real necessidade. Além disso, um envolvido se gaba de ter proximidade com o governador, Mauro Mendes (UB), que nega qualquer participação no esquema.
O grupo de empresários, que fingia entre eles uma concorrência que nunca existiu pra viabilizar os negócios, teria suas ações facilitadas no Governo do Estado pela ajuda de uma servidora conhecida como “mulher da SES”, segundo a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) de Mato Grosso.
Entre os indiciados está a secretária-adjunta de Gestão Hospitalar, Caroline Campos Dobes Conturbia Neves, que foi mantida no cargo pelo governador e respaldada completamente pelo secretário estadual de saúde, Gilberto Figueiredo.
“Mauro já hipotecou a confiança que tem na gestora. Ela é uma servidora da nossa confiança, que trabalhou muito durante todo esse período difícil que passamos pela pandemia, não seria justo condená-la sem dar oportunidade de comprovar que nenhum envolvimento ela tem a respeito disso (…) Como nós temos certeza que ela não fez nada errado, nós não vamos condenar ninguém por antecipação”, disse Gilberto, à imprensa, na última semana.
Pagamentos
O levantamento de pagamentos dos seis dias citados tem como base o Portal Transparência do Governo de Mato Grosso. Mesmo após os documentos da CGE, entre os dias 4 e 10 a Secretaria Estadual de Saúde efetuou novos pagamentos e chegou a R$ 13.989.717,74 repassados para cinco empresas que, segundo a Deccor, integrariam o cartel de nove empresas que dominar os serviços de saúde do estado.
Entre as empresas está a Medtrauma Centro Especializado em Ortopedia e Traumatologia LTDA com R$ 8.738 milhões, Curat Serviços Médicos Especializados Ltda recebeu R$ 3.082 milhões, Medcentro Serviços Médicos Ltda R$ 537.5 mil, Intensive Care Serviços Médicos Ltda outros R$ 164.210 mil e a Bone Medicina Especializada pelo menos R$ 1.421 milhão.
Nos relatórios das CGE que embasaram a Deccor solicitar investigação nos pagamentos por indenizações para as empresas investigadas, já haviam identificado um total de pagamentos no valor de R$ 175,6 milhões para as empresas investigadas, sendo que R$ 90.837.631,24, equivalente a 51,70% dos valores foram executados como pagamentos indenizatórios para fornecedores, ou seja, “consistem em pagamentos diretos sem prévia realização de licitação ou outro procedimento de contratação direta, bem como sem cobertura contratual
FONTE : MINUTO MT COM GAZETA DIGITAL
Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"






