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O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), ensaia conceder uma Revisão Geral Anual (RGA) de 6% na folha de janeiro deste ano, de acordo com fontes ouvidas pela reportagem do PNB Online.
O Palácio Paiaguás calcula que o prejuízo de não atender aos pedidos dos servidores pode ser imenso em ano eleitoral. Deputados da base aliada devem se reunir com o governador às 13h30 desta quarta-feira (21) com o objetivo de sensibilizar Mendes para que tome uma medida mais benéfica aos servidores públicos. Segundo fontes ouvidas pela reportagem, o governador estaria inclinado a ceder.
Pesa contra Mauro a divulgação de áudio de um aliado seu, o deputado estadual Paulo Araújo (PP), em que o parlamentar admite que Mauro Mendes “não se importa com o servidor público”. Mauro tem defendido que o pagamento de salário em dia é suficiente para demonstrar boa relação com o funcionalismo público de Mato Grosso.
Em que pese a irritação de Mauro com Araújo, que acabou sendo chamado no Paiaguás para explicar as declarações, Mendes ouviu a outros deputados aliados que tentam convencê-lo de que se não conceder a revisão em percentuais próximos daquilo que os servidores cobram poderá amargar prejuízo eleitoral neste ano.
Mendes trabalha para ser candidato ao Senado. A sua esposa, a primeira-dama Virginia Mendes, estuda ser candidata a deputada federal. Além disso, o governador quer fazer um sucessor no governo, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que ainda patina nas pesquisas eleitorais.
Se não conceder a RGA, o desgaste também pode reverberar nos deputados aliados, que enfrentam olhares desconfiados de muitos eleitores que são servidores públicos – avaliam alguns de seus aliados.
A ideia seria enviar um substitutivo ao projeto de lei ainda nesta quarta para evitar que deputados de oposição, como Janaina Riva (MDB) e Lúdio Cabral (PT) capitalizem a insatisfação dos servidores durante a votação legislativa.
O movimento sindical tenta articular o pagamento de até 10% de RGA este ano, sendo 6% em janeiro e o restante de 4%, que pode ser pago parcelado nos meses de julho e outubro, pagando em cada mês 2% de RGA. Para os sindicalistas, a defasagem salarial acumulada dos servidores é de 19%.
Os servidores públicos de Mato Grosso devem se reunir na frente da Assembleia Legislativa às 14 horas para protestar contra a proposta enviada pelo governo na última terça, que deve ser votada nesta quarta. A ideia original do governador é conceder 4,26%.
Na última sessão, convocada em meio ao recesso, Mendes não conseguiu votos suficientes para aprovar o texto em plenário na Assembleia e por conta disso não enviou o projeto.
PnbOnline

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