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Líder da base, deputado Eduardo Botelho confirma reunião decisiva com o governador para ampliar o percentual acima dos 4,26% propostos; servidores exigem 19,52%.
da Redação
Uma intensa articulação de última hora movimenta a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta quarta-feira (21), antes da sessão extraordinária marcada para as 15h. O deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil), líder da base governista, confirmou que os parlamentares do bloco se reunirão com o governador Mauro Mendes para discutir e tentar ampliar o percentual da Revisão Geral Anual (RGA) enviado pelo governo do Estado.
O projeto do Governo do Estado, encaminhado pelo Executivo à Assembleia na terça-feira (20), propõe um índice de 4,26%, referente ao IPCA (Índice Preços ao Consumidor Amplo) de 2025. No entanto, a categoria dos servidores públicos exige um reajuste de 19,52%, referente a perdas salariais acumuladas de anos anteriores. O governador Mauro Mendes (União) já havia rejeitado o pedido dos servidores por cerca de 19% e, conforme o contexto inicial, enviou o projeto do RGA com 4,26%.
Botelho reconheceu a forte pressão interna para que o percentual seja ampliado. “Pode ser que tenha alguma alteração, sim. A base está brigando por isso”, afirmou. Ele destacou que o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), também tem cobrado um percentual maior. “O presidente da Casa tem feito essa cobrança para que o valor seja maior do que os 4,26%, mas até agora não houve essa discussão de forma concreta”, disse.
A reunião no Palácio Paiaguás, articulada pelo líder do governo, deputado Dilmar Dal Bosco, tem como objetivo levar a reivindicação da base diretamente ao governador Mauro Mendes. “Deve ter uma reunião agora à tarde, no início da tarde, e aí vão tentar levar essa reivindicação para o governador e ver o que sai dessa conversa”, explicou Botelho. Questionado se a reunião contaria com a presença de deputados da oposição, Botelho foi enfático: “Não tem sentido a oposição sentar lá. É uma proposta que a base vai levar para o governador”, afirmou, reforçando que o diálogo se mantém restrito ao grupo governista.
Sobre sua posição na votação, Botelho sinalizou que pode apoiar uma emenda de aumento, dependendo do valor acordado. “Eu votaria pela emenda do aumento, sim. Depende do valor. Se chegar a um acordo, eu posso votar com o governo. Tem que haver ganho para o servidor. Se tiver ganho, eu estou junto nessa luta”, destacou. Ele avaliou que o governo tem demonstrado maior abertura ao diálogo nos últimos dias, o que cria uma oportunidade para a negociação.
O deputado Dr. João (MDB), primeiro-secretário da Assembleia, já havia defendido o pagamento escalonado dos 19,52% cobrados pelos servidores, reconhecendo a impossibilidade de o Estado arcar com o valor total de uma só vez. Deputados como Janaína Riva (MDB) e Lúdio Cabral (PT) também anunciaram que apresentarão emendas ao projeto, sugerindo o uso do excesso de arrecadação para cobrir parte das perdas.
Apesar da expectativa de aprovação ainda em janeiro, Botelho não descartou a possibilidade de pedido de vista, um direito parlamentar que pode atrasar a tramitação do projeto. “Pedido de vista é um direito de todos os deputados. Não dá para afirmar que não haverá. Mesmo na comissão, ainda é possível pedir vista”, pontuou.
Servidores continuam reunidos na Assembleia Legislativa, manifestando suas demandas. A Federação dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso (FEESP-MT) ameaça iniciar uma greve geral caso não haja negociação sobre o passivo acumulado. Botelho, ao comentar sobre a possibilidade de novas mobilizações sindicais, reforçou a importância da negociação. “Essa é uma questão sindical. Eu sempre defendi que deve haver o reconhecimento dessa dívida. Agora, o que o sindicato vai fazer, não posso entrar nesse mérito. O caminho é negociar com o governo”, concluiu.

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