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Decisão unânime da Quarta Câmara Criminal altera condenação de Sanderson Ferreira, provocando temor em Débora Sander.
da Redação
Uma significativa reviravolta judicial ocorreu no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) envolvendo o investigador da Polícia Civil Sanderson Ferreira de Castro Souza. Nesta terça-feira (10), a Quarta Câmara Criminal, por unanimidade, decidiu pela absolvição do policial da acusação de estupro contra sua ex-esposa, a personal trainer Débora Sander. Com a alteração, a pena original de 15 anos foi substancialmente reduzida para 1 ano e 9 meses, em regime aberto, o que resultou em sua soltura nesta quarta-feira (11).
Ao ser informada sobre a liberação de seu ex-marido, Débora Sander descreveu um estado de pânico e manifestou receios pela própria segurança. Em entrevista concedida ao VGN, Débora relatou que a notícia da decisão judicial chegou a ela por meio de veículos de imprensa e pessoas próximas, e não por comunicação oficial. “Eu tenho medo, eu tenho pânico, estou em pânico”, declarou, enfatizando a intensidade de sua angústia. Ela está buscando contato com o Ministério Público (MP) para obter esclarecimentos sobre os fundamentos da soltura, a identificação do relator do caso e as condições do regime imposto ao ex-marido. “Eu não sei como vai ser esse regime dele, não sei de nada ainda. Estou bem perdida”, completou.
Débora Sander expressou ainda a intenção de garantir a manutenção da medida protetiva e de avaliar a necessidade de uso de tornozeleira eletrônica pelo ex-marido, devido ao medo constante. “Agora eu espero a cada dia ele vir me matar, cumprir a promessa que ele sempre fez durante dois anos”, desabafou.
A personal trainer também fez críticas à atuação das instituições no combate à violência contra a mulher. Ela observou que integrantes de grupos de mulheres das áreas jurídica e política estariam expressando indignação diante de sentenças recentes em casos análogos.
A denúncia de violência doméstica feita por Débora Sander contra Sanderson Ferreira de Castro Souza veio à tona em agosto de 2024. O relacionamento, que durou cerca de dois anos, foi marcado por violência psicológica e financeira, conforme relatos da ex-companheira à época. A ampla repercussão midiática incentivou a personal trainer a aprofundar suas denúncias, divulgando em suas redes sociais imagens dos ferimentos e compartilhando publicamente sua experiência.
Em primeira instância, o investigador havia sido condenado a 15 anos de prisão em regime fechado pela 2ª Vara Especializada em Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá, pelos crimes de lesão corporal e estupro. Ele estava detido desde setembro de 2024.
A defesa do policial civil, encabeçada pelo advogado Ricardo Monteiro, recorreu da sentença. A argumentação central foi a ausência de provas consistentes para a acusação de estupro, com apresentação de evidências que sugeriam a consensualidade da relação.
O recurso foi avaliado nesta terça-feira (10) pela Quarta Câmara Criminal do TJMT. Os desembargadores acataram a tese defensiva por unanimidade, resultando na absolvição de Sanderson Ferreira da acusação de estupro. A condenação por lesão corporal foi mantida, porém, a pena foi reformulada para 1 ano e 9 meses, a ser cumprida em regime aberto. O advogado Monteiro destacou que a defesa comprovou a inexistência do crime de estupro, levando ao entendimento unânime dos desembargadores pela absolvição nesse delito, restando apenas a condenação por lesão corporal.
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