André Borges/EFE
Atos de 7 de Setembro ganham força após decisões do STF contra Bolsonaro e Malafaia
Da Redação
O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), marcado para 2 de setembro, e a inclusão do pastor Silas Malafaia em inquérito sobre tentativa de golpe ampliaram a mobilização da oposição para o 7 de Setembro. Os atos previstos em São Paulo e em outras capitais terão como foco críticas ao ministro Alexandre de Moraes e pedidos de anistia a condenados pelos atos de 8 de janeiro.
Na última quarta-feira (20), Malafaia foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. A medida, determinada por Moraes, resultou na apreensão de aparelhos eletrônicos, restrições cautelares e no cancelamento de todos os passaportes do líder religioso.
Líderes da oposição afirmam que a decisão ampliou a adesão de fiéis e igrejas às manifestações. Parlamentares como Luciano Zucco (PL-RS) e Magno Malta (PL-ES) classificaram as ações contra Malafaia como ameaça à liberdade religiosa e de expressão. Em nota, o Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (CIMEB) também criticou a medida.
Analistas avaliam que o episódio fortalece a narrativa oposicionista. Para o cientista político Adriano Cerqueira, professor do Ibmec, a ofensiva contra Malafaia “impulsiona a dimensão política dos atos de 7 de Setembro”.
O principal ato está marcado para a Avenida Paulista, em São Paulo, às 15h. Outras capitais, como Brasília, Belo Horizonte, Recife e Salvador, também terão manifestações, ainda em fase de organização. Em Minas Gerais, grupos de direita planejam concentração na Praça da Liberdade, com foco em anistia a presos do 8 de janeiro e impeachment de Moraes.
O julgamento de Bolsonaro será conduzido pela Primeira Turma do STF, presidida pelo ministro Cristiano Zanin. Alexandre de Moraes, relator do processo, fará a leitura do relatório. Em seguida, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, terá uma hora para sustentar a acusação, e os advogados dos réus apresentarão suas defesas. A decisão exigirá maioria simples de três votos entre os cinco ministros que compõem a turma.
A oposição vê no 7 de Setembro uma oportunidade de ampliar a pressão política, em um cenário marcado por tensões entre Congresso, Judiciário e movimentos conservadores.

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