
“Quando falta médico, mas sobra folder, o problema não é impressão é prioridade.”
por Daniel Trindade
A Prefeitura de Sinop abriu um pregão no valor exato de R$ 2.655.282,21. Mas calma: não é para construir escola, reformar posto de saúde ou recapear ruas. O dinheiro será usado para contratar uma empresa especializada em materiais gráficos. Sim, estamos falando de blocos, cartilhas, folders, panfletos, papel timbrado, capas de processo, crachás e outros impressos.

A justificativa? Atender as “rotinas administrativas” das secretarias municipais. Tudo isso segundo os documentos para garantir “eficiência” nas ações da gestão. Mas com um valor desses, fica difícil não questionar: será que Sinop virou gráfica?
Veja onde estão concentrados os maiores pedidos de material impresso:
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Secretaria de Saúde – R$ 1.245.894,51
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Secretaria de Educação – R$ 801.330,00
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Gabinete do Prefeito – R$ 194.079,50
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Assistência Social – R$ 129.500,00
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Meio Ambiente – R$ 63.101,00
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Cultura, Esporte e Turismo – R$ 51.728,50
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Procuradoria Geral do Município – R$ 13.912,00
Além dessas, praticamente todas as outras pastas também solicitaram valores, desde Planejamento até Desenvolvimento Econômico. A justificativa para o gasto é padronizada: “melhorar a comunicação institucional”, “emitir documentos” e “divulgar ações”.
O processo está cheio de carimbos : tem estudo técnico preliminar, cotação de preços, termo de referência, sistema Coplan, memorandos e ofícios. Tudo dentro da legalidade. Mas será que está dentro da razoabilidade?

Agora pare e pense: em uma cidade onde falta médico, remédio, manutenção de ruas, atendimento nos postos e investimento em esporte, gastar mais de dois milhões e meio com papel colorido e timbrado soa como provocação. Parece que, enquanto o povo pede solução, a gestão responde com impressão.
E mais: quem vai conferir se esse material todo será realmente usado? Ou vamos assistir mais uma licitação virar estoque de gaveta — ou vitrine em época de campanha?
Vivemos em 2025. Emails, QR Codes, sites institucionais e redes sociais fazem muito mais com muito menos. A tecnologia está aí, mas Sinop insiste em viver no papel. Literalmente.
A pergunta é inevitável: para que tudo isso? Para servir ao povo… ou para servir à propaganda?
Se a prefeitura imprime demais e entrega de menos, talvez esteja na hora de reavaliar quem realmente precisa de um novo folder e quem precisa, de fato, mostrar trabalho. Porque, no final das contas, a população quer atendimento, não panfleto.
“Se a impressão é a primeira que fica, qual será a impressão que a população está recebendo? Uma gestão que imprime muito e entrega pouco.”
veja o documento :

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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"





