por Daniel Trindade
Apesar da anulação do leilão para a compra de 263 toneladas de arroz, a Polícia Federal está investigando o caso. A pressão da oposição no Congresso Nacional para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), apelidada de “Arrozgate”, colocou em risco o cargo do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD).
Fontes ligadas ao presidente Lula (PT) afirmam que a queda de Fávaro é inevitável e não deve demorar muito tempo. A confusão causada pelo leilão de arroz gerou novas críticas ao Governo Federal e tem sido alvo de intensa cobertura da imprensa.
A Polícia Federal investigará indícios de irregularidades, incluindo a falta de experiência das empresas vencedoras do certame. Das quatro ganhadoras, duas não possuem registro no sistema da Receita Federal para comprar produtos no exterior com altos valores. No caso do leilão, essas empresas buscariam no mercado externo o cereal para entregar ao governo, que faria a venda no mercado interno.
Outro problema que afetou a gestão de Fávaro foi a acusação de que o ex-secretário de Política Agrícola, Neri Geller, favorecia a corretora de seu ex-funcionário Robson Almeida de França e de seu filho Marcelo Geller, o que ele nega. Neri afirmou em entrevista à Band News nesta quarta-feira (12) que os dois já não têm mais a empresa.
As acusações causaram incômodo ao ministro e ao presidente, e Geller acabou sendo demitido na terça-feira (11). Informações de dentro do Ministério indicam que Fávaro já queria tirar o ex-secretário do cargo e aproveitou a oportunidade para se livrar do adversário político.
Rumores indicam que Neri poderia substituir Fávaro à frente do Ministério. Ele já ocupou o cargo no governo anterior de Lula e chegou a ser cotado para comandar a pasta nesta gestão, mas acabou sendo preterido por Fávaro.
Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"





