Jovem de 16 anos relata atos sexuais forçados e ameaças após deixar escola; Polícia Civil investiga a grave denúncia em Mato Grosso.
Da redação
Uma grave denúncia de estupro envolvendo agentes da Polícia Militar veio à tona em Peixoto de Azevedo, município situado a 674 km de Cuiabá, em Mato Grosso. Uma adolescente de 16 anos afirma ter sido vítima do crime durante uma abordagem policial na noite de 27 de fevereiro. O incidente foi formalmente registrado como estupro consumado e agora é objeto de apuração pela Polícia Civil.
Registros oficiais da ocorrência detalham que os fatos ocorreram por volta das 22h, em uma área pública próxima à Escola 19 de Julho. A jovem narrou ter sido interceptada por uma equipe da Polícia Militar logo após sair da instituição de ensino.
Em seu depoimento, a adolescente afirmou aos policiais ser menor de idade e solicitou permissão para contatar sua mãe. Contudo, seu pedido teria sido negado. Ela descreveu ainda que os militares a instruíram a continuar conduzindo a motocicleta, indicando que uma nova ordem de parada seria efetuada mais adiante.
A segunda interrupção, conforme o relato da vítima, ocorreu em um trecho isolado da via, nas imediações da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) local. A adolescente acusou um dos policiais de descer da viatura, segurar seu braço, retirar sua blusa à força e, em seguida, iniciar atos de natureza sexual. Durante a agressão, o policial teria proferido a frase: “É isso que você merece”.
Os atos teriam se prolongado por aproximadamente 20 minutos. A jovem esclareceu que não houve conjunção carnal, aspecto que, legalmente, não altera a tipificação penal do crime de estupro.
A denúncia prossegue informando que, em todo o período do ocorrido, os agentes teriam impedido a adolescente de fazer contato com sua mãe e demonstraram preocupação com a possível presença de câmeras de segurança na região. Após os abusos, a vítima relatou ter sido ameaçada de morte caso decidisse revelar o ocorrido.
A adolescente forneceu detalhes sobre a presença de dois policiais militares envolvidos, descrevendo suas características físicas e mencionando que a viatura utilizada era de pequeno porte.
O espaço está aberto para que a Polícia Militar e a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) se manifestem sobre a grave denúncia. O caso segue sob intensa apuração da Polícia Civil.