
A Polícia Civil de Mato Grosso desarticulou em Sinop uma quadrilha que furtava cabos de cobre em 11 cidades; ação apreendeu carros de luxo e R$ 83 mil.
da Redação
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta quarta-feira (22), a terceira fase da Operação Alta Tensão, com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa responsável por furtos de cabos de cobre em propriedades rurais de 11 cidades do Norte do Estado. A ação, conduzida pela Delegacia de Polícia de Sorriso, cumpriu nove mandados de prisão e ordens judiciais de bloqueio de valores e suspensão das atividades de uma empresa suspeita de receptação do material furtado.
De acordo com as investigações, o grupo agia de forma premeditada e estruturada, subtraindo fios de cobre de sistemas de irrigação especialmente de pivôs centrais e outros equipamentos agrícolas. O prejuízo causado aos produtores rurais e ao setor do agronegócio é considerado milionário, com estimativa de 17,5 toneladas de fios furtados entre 2023 e 2025.
Os mandados foram cumpridos em Sinop, onde seis suspeitos foram presos até o momento. Durante as diligências, os agentes apreenderam carros de luxo e R$ 83 mil em dinheiro vivo. A Polícia Civil também identificou que a principal empresa envolvida no esquema era usada para “lavar” o cobre que passava por um processo de queima e separação antes de ser revendido como sucata.
Segundo o delegado Paulo Brambila, responsável pelo inquérito, o grupo mantinha uma atuação hierarquizada. Um dos suspeitos, apontado como líder, coordenava a venda do material furtado e o repasse dos lucros. Imagens do circuito interno da empresa comprovaram a participação direta de funcionários no esquema, inclusive no pesagem, cadastramento e pagamento pela sucata.
As investigações começaram no início do ano, após diversos registros de furto em propriedades de Sorriso. O trabalho policial envolveu análise de câmeras de segurança, diligências em áreas rurais e o uso de técnicas de investigação avançadas, como a quebra de sigilos telemático e fiscal, o que permitiu a identificação de todos os integrantes da quadrilha.
A Justiça deferiu os pedidos de prisão preventiva, sequestro de bens e bloqueio de contas bancárias dos envolvidos. Além disso, determinou a suspensão imediata das atividades da empresa receptadora, com o lacramento do estabelecimento e bloqueio do CNPJ.
Em fases anteriores da operação, três integrantes já haviam sido presos, sendo que um deles, solto posteriormente, voltou a figurar entre os alvos desta etapa. A Polícia Civil reforça que a operação tem como finalidade interromper o ciclo de furtos e receptação, proteger o patrimônio do agronegócio e responsabilizar todos os envolvidos no esquema criminoso.

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