Pré-campanha expõe estratégias de Pivetta e propostas de Wellington Fagundes sobre participação feminina na política
por Daniel Trindade
A presença das mulheres na política voltou ao centro do debate no país, especialmente no período que antecede as eleições e reacende discussões sobre representatividade e espaço de poder.
Em Mato Grosso, após assumir o comando do governo estadual, o vice-governador e pré-candidato ao Palácio Paiaguás, Otaviano Pivetta (Republicanos), ampliou a presença de mulheres no secretariado. As nomeações foram feitas recentemente, já no período de pré-campanha eleitoral.
No meio político, o movimento é visto como parte de uma estratégia de imagem e marketing para o período eleitoral. A iniciativa ocorre após episódios do passado envolvendo denúncias de agressão contra a ex-esposa, caso que teve repercussão na imprensa à época, e é associada a uma tentativa de reposicionamento público e de amenizar desgastes.
No Congresso Nacional, o senador Wellington Fagundes (PL-MT), também pré-candidato ao governo do estado, é autor de propostas que tratam da ampliação da presença feminina nos espaços de poder.
Entre elas está o Projeto de Decreto Legislativo (PDL 155/2026), que estabelece a reserva de ao menos 50% das indicações do Congresso Nacional ao Tribunal de Contas da União (TCU) para mulheres.
O senador também apresentou o Projeto de Lei 763/2021, que prevê a reserva mínima de 30% das cadeiras para mulheres no Poder Legislativo, abrangendo câmaras municipais, assembleias estaduais e o Congresso Nacional.
O tema ganhou força após o anúncio da candidatura da deputada federal Soraya Santos (PL-RJ) a uma vaga no TCU, apoiada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e pela bancada do Partido Liberal.
Durante coletiva de imprensa, a deputada defendeu a ampliação da presença feminina nas instituições e citou diretamente iniciativas em tramitação no Congresso.
“E no Senado, nós temos o senador Wellington com o mesmo PDL. Não é vergonha os órgãos fazerem correção histórica. Assim fez a OAB, hoje na Justiça, com lista tríplice de mulheres e outra mista, porque democracia não pode ser compatível com exclusão de mulher. Se o Brasil é justo, ele só será justo se tiver homens e mulheres”, afirmou.
Na mesma ocasião, Flávio Bolsonaro destacou o apoio à candidatura e a necessidade de ampliar a presença feminina em cargos estratégicos.
“É com grande honra que expresso meu apoio a Soraya Santos, não apenas por ser mulher, mas por sua qualificação, preparo e habilidade de articulação política, fatores essenciais para a aprovação no plenário da Câmara. A vaga em disputa é de responsabilidade da Câmara dos Deputados, no âmbito do Tribunal de Contas da União, e é evidente a necessidade de maior diversidade em sua composição. O Partido Liberal tem a honra de, com o apoio de nossas lideranças femininas e de todos os envolvidos, trabalhar para ampliar a articulação nos próximos dias”, afirmou.
O senador também ressaltou o movimento interno do partido para viabilizar a candidatura.
“Estamos cumprindo nosso papel, não apenas em palavras, mas oferecendo um importante quadro do nosso partido para concorrer a essa disputa. Soraya, conte comigo”, completou.
A indicação ocorre em meio ao debate nacional sobre a ampliação da presença feminina em órgãos de decisão. Propostas em tramitação no Congresso têm sido apontadas como instrumentos para ampliar a participação das mulheres em espaços estratégicos.
Atualmente, as mulheres ocupam cerca de 12% das cadeiras na Câmara dos Deputados, 13% no Senado Federal e aproximadamente 15% nas assembleias legislativas estaduais.
Em Mato Grosso, esse cenário ganha ainda mais relevância diante do perfil do eleitorado. Dados da Justiça Eleitoral apontam que as mulheres são maioria entre os votantes no estado, representando cerca de 51% do total.
Apesar disso, a presença feminina ainda é reduzida nos espaços de poder. Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, por exemplo, dos 24 deputados estaduais, apenas uma mulher foi eleita como titular, a deputada Janaina Riva.
Nesse cenário, as iniciativas apresentadas por Wellington Fagundes reforçam a defesa de uma maior valorização da presença feminina na política, com medidas voltadas à ampliação da participação das mulheres nos espaços de decisão e ao fortalecimento da representatividade nas instituições públicas.
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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"





