Promotoria de Justiça exige provas da universidade e eleva episódio à esfera penal sob risco de prisão
Da Redação
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) instaurou oficialmente um procedimento investigatório para apurar a autoria de uma lista misógina que circulava no curso de Direito da UFMT, em Cuiabá.
A planilha classificava alunas ingressantes como “estupráveis”. A decisão tira o caso da esfera disciplinar interna e o coloca sob o rastro da Justiça criminal por incitação ao estupro, difamação e injúria.
A promotora Claire Vogel Dutra deu um ultimato de cinco dias para que a reitoria da UFMT entregue provas e documentos. A perícia técnica vai rastrear os dispositivos digitais para identificar todos os envolvidos na propagação do conteúdo.
O episódio ocorre em um cenário crítico para a segurança pública estadual. Mato Grosso registra atualmente o dobro da média nacional de feminicídios, com uma taxa de 2,6 mortes para cada 100 mil mulheres.
Especialistas alertam que a naturalização desse tipo de comportamento em ambientes universitários funciona como um gatilho que valida a violência física real contra a mulher.
A OAB-MT acompanha o processo e reforça a necessidade de punição exemplar. O aluno apontado como autor já foi afastado preventivamente pela instituição para garantir a integridade das vítimas.
Leia mais: UFMT afasta aluno por ranking de estupráveis e caso reacende debate sobre misoginia
Redação
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