
Crise no Hospital Santo Antônio, contradições, promessas não cumpridas e cobrança por transparência
por Daniel Trindade
A crise envolvendo o Hospital Santo Antônio, em Sinop, continua a se agravar e expõe contradições que colocam em dúvida a transparência da gestão. Desde o dia 9 de janeiro, nossa redação vem acompanhando o caso, ouvindo os diversos lados envolvidos, como a administração do hospital, o Sindicato dos Profissionais de Enfermagem do Estado de Mato Grosso (SINPEN) e os próprios colaboradores. Entretanto, os fatos recentes apontam para uma série de informações desencontradas e promessas não cumpridas.
De acordo com relatos, o diretor do hospital, Wellington Randall, afirmou, em uma conversa informal com nossa equipe, que já teria protocolado o pedido judicial necessário para garantir os repasses financeiros que possibilitariam o pagamento dos salários e benefícios atrasados. Na mesma ocasião, ele se comprometeu a encaminhar os protocolos para a redação, o que nunca ocorreu. A situação se repetiu no dia 10 de janeiro, durante uma live com o presidente do SINPEN, Arlindo César Ferreira, quando o assessor de imprensa do hospital afirmou que o pedido já havia sido protocolado e que aguardava apenas o despacho do juiz. Mais uma vez, foi prometido o envio dos protocolos, que também não foi cumprido.
Essa série de promessas frustradas veio à tona novamente com a divulgação de um documento processual, no qual se comprova que o protocolo só foi efetivamente realizado no dia 16 de janeiro, às 11h26. Esse dado contradiz frontalmente as informações fornecidas anteriormente pela administração do hospital e reforça o clima de desconfiança entre os trabalhadores e a comunidade.
Diante desse cenário, o presidente do SINPEN, Arlindo César Ferreira, afirmou que a postura do hospital tem sido marcada por falta de transparência e responsabilidade com os trabalhadores. Ele enfatizou que, além de lutar pelos direitos dos profissionais de saúde, o sindicato está atento às ações judiciais envolvendo o hospital.
O advogado do sindicato, Dr. Lindolfo Macedo, também apontou uma questão ainda mais grave : o comportamento da Justiça do Trabalho em Sinop em relação ao Hospital Santo Antônio. Segundo ele, há indícios de que a instituição recebe um tratamento diferenciado e favorável, em detrimento dos trabalhadores.
“Quando os casos envolvendo o hospital chegam à Justiça, parece que os direitos dos colaboradores passam a não existir. Isso é inadmissível e merece uma investigação mais profunda”, declarou.
Além das promessas frustradas, os atrasos nos pagamentos de salários, benefícios e cestas básicas, e a falta de recolhimento do FGTS continuam a gerar indignação. Muitos trabalhadores relataram a situação desesperadora que vivem, com dificuldades para arcar com despesas básicas e sem perspectivas claras de resolução.
O SINPEN reforçou que a notificação feita no dia 16 de janeiro, com prazo de 72 horas para a regularização das pendências, é um último esforço para evitar uma paralisação total das atividades. Caso as demandas não sejam atendidas, o sindicato já planeja medidas mais drásticas para garantir os direitos dos trabalhadores. Enquanto isso, a redação segue acompanhando o caso e mantém o espaço aberto para que o Hospital Santo Antônio e as autoridades competentes apresentem suas explicações.
A indignação cresce entre os profissionais de saúde, que agora questionam não apenas a gestão do hospital, mas também a efetividade da Justiça em assegurar seus direitos. Para muitos, essa situação não é apenas uma crise trabalhista, mas um reflexo de como os trabalhadores são tratados em um sistema que deveria protegê-los.
Confira o documento e as datas e confira a data da notificação do sindicato


Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"





