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Suspeito de 75 anos teve prisão convertida em preventiva; Hedio Antonio Machado, de 66, também segue detido por ocultação do corpo
Da Redação
Uma jovem de 20 anos foi assassinada dentro de casa em Tapurah, no norte de Mato Grosso, e dois homens seguem presos após decisão da Justiça que converteu as prisões em flagrante em preventivas.
O principal suspeito é o ex-companheiro da vítima, um idoso de 75 anos, que confessou o crime. Segundo a investigação, ele matou a jovem com golpes de faca e com um pé de cabra na noite de sexta-feira (10), no bairro São Cristóvão.
Durante audiência de custódia realizada no domingo (12), o juiz Jean Paulo Rufino considerou a violência do caso e o risco de fuga para determinar a manutenção das prisões, afastando medidas cautelares alternativas.
Além dele, Hedio Antonio Machado, de 66 anos, também teve a prisão convertida em preventiva. Ele é investigado por participação na tentativa de ocultação do corpo e relatou que tentou ajudar a colocar a vítima no porta-malas de um carro após o crime.
As investigações da Polícia Civil apontam que o suspeito e a vítima viviam juntos há mais de um ano. A natureza dessa relação ainda é apurada, com versões divergentes entre o que foi apresentado pelo investigado e os relatos de testemunhas.
O delegado Franklin Alves indicou que, independentemente da confirmação de vínculo amoroso, o fato de ambos compartilharem a mesma residência pode sustentar o enquadramento do caso como feminicídio, conforme a Lei Maria da Penha.
A polícia também apura se havia dependência financeira da vítima em relação ao suspeito. Testemunhas relataram que o filho da jovem, de 4 anos, era tratado como enteado pelo investigado.
Na decisão, o magistrado destacou ainda a gravidade do crime e apontou a necessidade de manter os investigados presos para garantir a ordem pública e o andamento das investigações. Alegações de abuso policial foram afastadas, com indicação de que eventuais lesões ocorreram durante a contenção.
A vítima era natural de Concórdia (SC) e trabalhava como atendente para sustentar o filho. O caso segue sob investigação.
Redação
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