
Investigador teve pena reduzida de 15 anos para 1 ano e 9 meses pelo TJMT; medida reforça proteção à vítima em Cuiabá
por Daniel Trindade
A Justiça de Mato Grosso determinou a instalação de tornozeleira eletrônica no policial civil Sanderson Ferreira de Castro Souza, condenado por agredir a personal trainer Débora Sander, em um caso de violência doméstica ocorrido em Cuiabá. A decisão foi proferida na sexta-feira (13) pela juíza Gisele Alves Silva, da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da capital.
A magistrada estabeleceu prazo de 48 horas para a colocação do equipamento de monitoramento eletrônico, que deverá ser utilizado por 90 dias. Além disso, Sanderson está proibido de se aproximar a menos de 500 metros da vítima, de familiares dela e de testemunhas do processo. O policial também terá de comprovar participação em um grupo reflexivo voltado a homens autores de violência doméstica, iniciativa vinculada à Polícia Civil.
As medidas cautelares foram impostas após decisão da Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que reduziu a pena aplicada ao réu. Em julgamento recente, a Quarta Câmara Criminal acolheu recurso da defesa, afastou a condenação pelo crime de estupro e manteve apenas as condenações por lesão corporal e violência psicológica. Com isso, a pena foi reduzida de 15 anos de prisão em regime fechado para 1 ano e 9 meses, em regime aberto, o que resultou na soltura imediata do policial.
Após a decisão do TJMT, Débora Sander voltou a se manifestar publicamente por meio das redes sociais, criticando a liberação do agressor. Em vídeos publicados, a personal relatou episódios de violência física, psicológica e sexual que, segundo ela, teriam ocorrido ao longo do relacionamento. As declarações passaram a circular amplamente nas redes, enquanto o processo segue sob segredo de Justiça.
O caso teve início em agosto de 2024, no bairro Morada do Ouro, em Cuiabá. À época, Débora denunciou ter sido agredida fisicamente pelo então companheiro, além de sofrer ameaças e violência psicológica, inclusive com intimidações direcionadas a ela e ao filho. Após a denúncia, Sanderson deixou o estado e chegou a viajar para o Rio de Janeiro.
O policial foi preso em 1º de setembro de 2024, depois de ser comunicado pela Corregedoria da Polícia Civil para retornar a Cuiabá e prestar esclarecimentos na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher. Desde então, o caso passou a tramitar no Judiciário e ganhou ampla repercussão, especialmente após a revisão da pena em segunda instância.
Mesmo com a soltura, a Justiça entendeu haver necessidade de reforçar as medidas de proteção à vítima, o que motivou a determinação do uso de tornozeleira eletrônica e das demais restrições impostas ao agressor.
O processo segue em segredo de Justiça. O espaço permanece aberto para manifestações das partes envolvidas, e a redação continua acompanhando o caso.
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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"







