Deputado afirma que ex-parlamentar “desapareceu por completo” da rotina da Assembleia; Ulysses ocupa função comissionada com salário de cerca de R$ 19 mil
Da Redação
O deputado estadual Júlio Campos (União) defendeu a exoneração do ex-deputado Ulysses Moraes do cargo comissionado que ocupa na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
A declaração foi dada após a repercussão de informações sobre ausência de registro de ponto, baixa presença física na Casa e manutenção de agenda política e produção de conteúdos nas redes sociais durante dias úteis.
“Se eu fosse o presidente, com certeza estaria exonerado”, afirmou Júlio.
Ulysses ocupa desde março de 2023 o cargo de superintendente de Controle Interno de Fiscalização Financeira e Contábil, função com salário bruto em torno de R$ 19 mil.
O cargo é de livre nomeação e exoneração, modelo usado para funções de confiança dentro da administração pública.
Segundo Júlio Campos, o caso já foi discutido com o presidente da Assembleia, Max Russi (Podemos), de quem ele cobrou uma posição da Mesa Diretora.
“Determinados servidores que ganham um salário razoavelmente bom não estão cumprindo a sua função”, declarou.
O parlamentar também afirmou que a função exercida por Ulysses exige atuação interna no Legislativo.
“Ele não está lotado em função externa. A função dele deveria ser interna”, disse.
Júlio relatou ainda que o ex-deputado costumava aparecer ocasionalmente na Assembleia, mas que deixou de ser visto com frequência nos últimos meses.
“Antigamente ele até passava por aqui às quartas-feiras, alguns dias da semana estava presente aqui. Mas nesses últimos tempos desapareceu por completo”, afirmou.
Dados divulgados pela imprensa mostram que Ulysses já recebeu mais de R$ 785 mil em salários brutos desde que assumiu o cargo. O valor líquido pago no período supera R$ 594 mil.
O episódio também trouxe de volta discussões sobre a participação do ex-deputado, em janeiro deste ano, na “Caminhada pela Liberdade”, ato liderado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em direção a Brasília. Após a repercussão da viagem, a Assembleia formalizou férias com efeito retroativo ao período em que ele participou da mobilização.
Hoje filiado ao Podemos, Ulysses mantém presença ativa nas redes sociais e é apontado como possível candidato nas eleições do próximo ano.
Durante a entrevista, Júlio Campos afirmou que o problema pode não ser isolado dentro da estrutura da Assembleia.
“Se for investigar, tem muita mais gente aqui na Assembleia que lamentavelmente também goza dessas prerrogativas ilegais e imorais”, declarou.
A reportagem deixa o espaço aberto para manifestação de Ulysses Moraes e da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Redação
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