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Deputado federal é alvo de dois pedidos de investigação no Conselho de Ética por falas consideradas ofensivas e desrespeitosas em sessões parlamentares.
DA REDAÇÃO
Brasília, DF – O deputado federal José Medeiros (PL) tornou-se alvo de dois pedidos de investigação por quebra de decoro no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, com um deles solicitando a cassação de seu mandato. As representações foram apresentadas pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e por um advogado de Cuiabá, que apontam falas do parlamentar como discriminatórias e desrespeitosas.
O primeiro pedido, do PSOL, refere-se a declarações de Medeiros contra o deputado federal Ivan Valente (PSOL), em que teria dito que “canalhas também envelhecem” e o chamado de “Papai Smurf”. A argumentação do PSOL considera as falas ofensivas, discriminatórias e etaristas, alegando que “todo o episódio revela uma escalada de hostilidade dirigida ao Deputado Ivan Valente, com conteúdo ofensivo e discriminatório que viola frontalmente as normas éticas e regimentais da Casa, extrapolando em muito os limites do debate parlamentar legítimo”.
O segundo pedido, protocolado pelo advogado cuiabano Paulo Marcel Grisoste Santana Barbosa, solicita explicitamente a perda do mandato por quebra de decoro. Este se baseia em um incidente ocorrido em 23 de outubro, durante uma sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). Conforme a representação, Medeiros teria proferido ofensas graves contra a advogada Izabella Borges, referindo-se aos defensores dos depoentes da CPMI como “padrão advogado de porta de cadeia” e, ao ser contestado, a interrompido com a frase “estou na hora da minha fala. Cala a boca”.
Em nota divulgada por sua assessoria, o deputado José Medeiros rebateu as acusações. Em relação à denúncia do PSOL, ele classificou o partido como “partideco de esquerda” e a iniciativa como “tentativa clara de calar o contraditório e de intimidar quem pensa diferente”. Ele ainda declarou que “dizer que bandidos envelhecem é uma constatação óbvia” e que “se for para me cassar por isso, terão que fazer cassações póstumas”. Medeiros também questionou a conduta de seu acusador, perguntando se o deputado Ivan Valente seria cassado por “viver chamando todo mundo de nazista e fascista”.
Sobre o pedido do advogado de Cuiabá, Medeiros esclareceu que suas declarações na CPMI são protegidas constitucionalmente, pois ocorreram “no pleno exercício do mandato parlamentar”. Ele afirmou que sua intenção era defender “os eleitores e cidadãos brasileiros vítimas de um esquema bilionário que saqueou a aposentadoria de aposentados e pensionistas de baixa renda, pessoas com deficiência e doenças graves, indígenas, analfabetos e moradores de áreas rurais”. O deputado ainda ressaltou que a declaração foi feita ao se manifestar contra a falta do direito de defesa plena para presos do 8 de janeiro. A nota conclui que Medeiros “reafirma seu compromisso com a defesa da população injustiçada, reiterando que continuará cumprindo seu dever de fiscalizar e denunciar irregularidades, sem se intimidar com tentativas de censura ou retaliação política”.

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