Reprodução
Parlamentar do União Brasil critica desproporção nas penas do 8 de janeiro e ressalta maturidade do ex-presidente; situação da tornozeleira é tema de relatório ao STF.
Por Redação
O senador Jayme Campos (União Brasil) manifestou perplexidade diante da informação de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teria tentado violar sua tornozeleira eletrônica por acreditar que o equipamento continha um grampo. O parlamentar classificou a situação como “quase surreal”.
Campos, no entanto, evitou tecer críticas diretas ao ex-chefe do Executivo, destacando que Bolsonaro é “um homem maduro” e, por isso, plenamente ciente das consequências de seus atos. A tentativa de manipular o dispositivo com um ferro de solda consta em relatório da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seap), encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). O documento inclui um vídeo onde o próprio Bolsonaro admite a ação, atribuindo-a à “curiosidade” e à suspeita de estar sendo monitorado.
Para o senador, não haveria intenção de fuga por parte do ex-presidente, apesar de ele ter “quebrado a regra”. Jayme Campos ponderou que a condição de ex-presidente e o estado de saúde de Bolsonaro deveriam ter sido considerados com menos “exagero” pela Justiça. Ele apontou o que considerou uma desproporção nas penas aplicadas aos investigados pelos atos de 8 de janeiro, citando o exemplo de uma mulher condenada a 17 anos de prisão e uma multa milionária por “pintar uma estátua com batom”.
Em uma análise mais ampla, o parlamentar avaliou que o atual ambiente político é prejudicial ao país, especialmente em um cenário de negociações internacionais, como as que envolvem tarifas de exportação com os Estados Unidos. Campos defendeu a necessidade de “buscar paz e harmonia” para evitar o “esgarçamento” institucional, clamando por “resiliência e paciência” para construir um país com “mais prosperidade e justiça social”.
Questionado se a prisão do ex-presidente serviria como um alerta contra tentativas de ruptura institucional, o senador reafirmou a legitimidade do processo eleitoral. Ele salientou que “a mesma urna que elegeu o Bolsonaro elegeu agora o Lula”, descartando alegações de fraude como “matéria vencida” e sem “fundamento legal ou prova concreta”, e enfatizou que os resultados eleitorais devem ser respeitados.

Não perca nenhum detalhe desta e de outras notícias importantes. Siga nosso canal no WhatsApp e acompanhe nosso perfil no Instagram para atualizações em tempo real.
Tem uma denúncia, sugestão de pauta ou informação relevante? Fale com a nossa equipe pelo WhatsApp ou pelo telefone (66) 99237-4496. A sua participação fortalece um jornalismo comprometido com a comunidade.
Redação
Este é o seu portal de notícias da nossa região. No nosso site, você encontra as informações mais relevantes e atualizadas sobre tudo o que acontece por aqui. Nossa missão é manter você informado com conteúdos de qualidade, escritos por colaboradores que conhecem a fundo a realidade local.






