Tecnologia reduz custos, otimiza o uso de defensivos agrícolas e aumenta a eficiência no campo
Por Daniel Trindade, do Portal de Notícias Deixa Que Eu Te Conto.
O agronegócio brasileiro está vivenciando uma revolução tecnológica com o uso de drones. Com mais de 10 mil desses equipamentos sobrevoando plantações e criações, os drones estão ajudando produtores rurais a reduzir custos, otimizar o uso de defensivos agrícolas e aumentar a eficiência das operações no campo.
Pesquisadores indicam que o uso de drones pode reduzir em 40% a 50% o volume de defensivos utilizados, proporcionando uma economia significativa para os produtores. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que regulamenta a atividade no país, mais de 600 pessoas foram cadastradas desde 2021 para operar drones, e 50 entidades estão aptas a oferecer cursos de aplicação aeroagrícola remota.
“O Brasil está avançando rapidamente nesse setor. Já faz bom uso de drones e enfrenta desafios maiores na proteção de cultivos em comparação a outros países, devido ao nosso clima tropical, que aumenta a incidência de pragas e doenças nas lavouras,” destaca Aluizio Borem, professor de agronomia da Universidade Federal de Viçosa (UFV).
No mercado brasileiro, há drones com capacidade de carregar até 50 litros de defensivos para pulverização. Embora essa capacidade seja menor comparada aos pulverizadores terrestres, os drones oferecem a vantagem de aplicações localizadas, evitando o desperdício e a compactação do solo. “Um drone obviamente não é barato, mas a economia gerada pelo uso localizado de defensivos compensa o investimento,” explica Borem.
Antônio Pitangui de Salvo, produtor rural e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Sistema Faemg/Senar), compartilha sua experiência: “No ano passado, fiz uma adubação completa foliar em uma plantação de eucalipto de 100 hectares e gastei 12 dias de trator. Este ano, com o drone, gastei um dia e meio. É muito mais rápido e eficiente.”
A qualificação dos operadores de drones é essencial para o sucesso no agronegócio. “Uma pessoa leiga pode ser um ótimo operador de drones, mas precisa de treinamento adequado,” ressalta Alexandre Matos Martins, analista técnico da Faemg e do Senar, que oferece cursos para capacitação de operadores.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) foi procurada para comentar sobre regulamentações de usos de drones e “carros-voadores”, mas apenas indicou links de sites sobre as regras atuais.
Para Luiz André de Castro, pesquisador da Embrapa Instrumentação, os drones ainda têm muito espaço para crescer no setor agropecuário. “O mercado brasileiro já é grande, mas pode crescer ainda mais, especialmente se o Brasil regularizar o uso de drones com maior capacidade de carga,” avalia.
Com informações de O Tempo.
Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"





