Fiscalização da Vigilância Sanitária detalha falhas estruturais, pragas, problemas em UTI e risco biológico na unidade já interditada em abril
Da Redação
O Hospital Regional de Colíder, no norte de Mato Grosso, segue interditado após decisão da Vigilância Sanitária Estadual em 23 de abril e voltou a ser citado em novos registros que detalham o conjunto de irregularidades identificadas na unidade.
As informações ampliam o que já havia sido apontado na inspeção inicial e indicam a existência de 228 irregularidades na estrutura hospitalar, envolvendo falhas sanitárias, estruturais e de controle de risco dentro do ambiente de atendimento.
Entre os problemas identificados estão a presença de pragas urbanas e falhas no controle sanitário, o que indica ausência de medidas contínuas de biossegurança na unidade.
O relatório também aponta equipamentos médicos com sinais de oxidação, incluindo instrumentos enferrujados, o que compromete a segurança de procedimentos e atendimentos realizados no hospital.
Outro ponto destacado é o acúmulo inadequado de resíduos em áreas próximas ao setor de emergência, aumentando o risco de proliferação de vetores e comprometendo a segurança sanitária do ambiente hospitalar.
Na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), fiscais identificaram colchões sem revestimento adequado para controle de infecção hospitalar, em desacordo com normas técnicas exigidas para áreas críticas de atendimento.
O documento também registra falhas no armazenamento de resíduos biológicos, incluindo placentas, além de problemas no sistema de refrigeração utilizado para conservação desses materiais. O equipamento responsável pelo armazenamento apresentou defeito durante a inspeção.
A Vigilância Sanitária informou que a unidade só poderá retomar plenamente suas atividades após a correção das irregularidades apontadas.
Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) afirmou que o hospital passa por melhorias estruturais e que os atendimentos seguem sendo realizados, sem interrupção total dos serviços. A pasta informou ainda que parte das adequações já foi realizada, incluindo a entrega de um novo pronto atendimento na unidade. Segundo a secretaria, a interdição atinge especificamente a Central de Material e Esterilização (CME), que passa por adequações, e o serviço foi temporariamente terceirizado até a conclusão das melhorias.
O Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma-MT) afirma que o caso reforça preocupações já apontadas pela categoria sobre a estrutura da rede pública de saúde no estado, especialmente em relação às condições de trabalho e à manutenção das unidades hospitalares.
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