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Homem registra em cartório doação do próprio corpo para pesquisas de universidade do Paraná

Avatar photo Daniel Trindade 9 de setembro de 2025 5 min read
Reprodução

Aparecido Rúbio de Araújo decidiu que gostaria de doar o corpo para estudos científicos ainda aos 14 anos. Entenda o que é necessário para isso.

Foi a vontade de incentivar a pesquisa que encorajou o técnico de enfermagem aposentado Aparecido Rúbio de Araújo, morador de Paiçandu, no norte do Paraná, a registrar em cartório o interesse em doar o próprio corpo para que ele seja usado para estudos científicos na Universidade Estadual de Maringá (UEM), na mesma região do estado.

O desejo surgiu durante uma aula de ciências, quando Aparecido tinha 14 anos. Hoje, ele tem 64.

“Estava dissecando um sapo e algumas baratas. Conversando com o professor, ele explicando da finalidade, da dissecação… Perguntei para ele sobre o ser humano, como que eram feitos os trabalhos. Ele foi comentando comigo, só que fui perguntando para ele como faria para ser um uma pessoa para ser estudada”, lembra.

Os anos se passaram e a vontade continuou a mesma, porém, até então, não existia uma forma legal para oficializar a doação.

Foi em 2000 que Aparecido conseguiu registrar em cartório o desejo. Ele informou também à própria família, como exige o protocolo.

“Se é uma decisão dele, eu simplesmente tenho que respeitar. O seu amanhã só a Deus pertence. Se é para estudar, para ajudar, eu acho interessante. É diferente? É, mas a gente entende”, afirma a esposa dele, Silvana Rúbio.

Na mesma época, quando tinha 39 anos, Aparecido sofreu o primeiro de uma série de 13 infartos. Depois, teve dois Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) e ficou dois meses em coma profundo.

Quando morrer, o histórico de prontuários e exames médicos serão entregues à universidade. “Para que ser enterrado se eu posso ajudar depois de morto?”, ele considera.

O número de pessoas que registram o interesse de doar o próprio corpo para a ciência aumentou no Brasil. Em 2017, eram aproximadamente mil pessoas. Em 2024, o número ultrapassou os três mil doadores.

As doações são posicionadas em uma fila e as instituições são atendidas à medida que corpos ficam disponíveis. Atualmente, no Paraná, 40 instituições aguardam por doações.

‘Enorme diferença’

Para Aline Marosti, professora de anatomia da UEM, o gesto é de extrema importância para a ciência e para os estudantes.

“Isso faz uma enorme diferença na formação do aluno. Só aprender por peças sintéticas ou arquivos em 3D não é suficiente para a gente formar um bom profissional mais para frente. Por isso que é importante a doação”, reforça.

Depois que um corpo é doado para a instituição de ensino, ele passa por um processo de preparação que pode durar mais de seis meses. A dissecação é feita pelos próprios estudantes de medicina, ainda no primeiro ano do curso.

Como funciona a doação de corpos para a ciência?

As doações do corpo em vida, ou pós-morte, são regulamentadas por lei desde 1992. Um artigo do Código Civil Brasileiro prevê a doação gratuita e voluntária do corpo após a morte com o objetivo científico.

O processo pode ser feito em vida por pessoas com mais de 18 anos, desde que seja registrado em cartório. É indispensável também que os familiares estejam cientes da intenção do doador.

Se não há registro feito pela pessoa em vida, a família pode também tomar a iniciativa.

Doação de cadáver colabora para os estudos das universidades. — Foto: SETI-PR

Doação de cadáver colabora para os estudos das universidades. — Foto: SETI-PR

Os corpos que não foram identificados, ou aqueles identificados e não reclamados pela família após 30 dias, também podem ser doados para fins de estudos.

No Paraná, o Conselho Estadual de Distribuição de Cadáveres do Paraná (CEDC-PR) é responsável pela distribuição de corpos, que são destinados às Instituições de Ensino Superior para estudos e pesquisas.

Veja perguntas e respostas sobre a doação de corpo para a ciência

1. Tenho interesse em doar o meu corpo para a ciência, o que devo fazer?

A doação pode ser feita em vida, desde que a pessoa seja maior de 18 anos e que tenha discutido o assunto com os familiares.

O doador deve ir a um cartório, com duas testemunhas, munidas dos documentos pessoais, para fazer uma declaração, denominada Termo de Intenção ou escritura pública, na qual deve constar que quer fazer a doação do corpo para fins de estudo e pesquisa.

Antes, questione o cartório se o local realiza esse tipo de registro.

2. Quando não é permitida a doação do corpo?

​​O corpo não poderá ser doado quando o óbito resulta de morte violenta ou de suicídio.

3. Doadores de órgãos podem doar o corpo para a ciência?

Segundo o CEDC-PR, em geral, sim.

A doação de órgãos para transplante não impede a doação do corpo, mas depende da verificação de viabilidade pelos envolvidos na doação e no transplante. Cada caso deve ser analisado individualmente.

4. Se doar meu corpo para a ciência, posso ter um velório?

Sim. A família pode fazer as homenagens e o velório normalmente. No momento da morte, a família contata o Conselho Estadual de Distribuição de Cadáveres do Paraná ou a Instituição de Ensino Superior receptora para que seja providenciado o translado do corpo após o velório.

G1


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Daniel Trindade

Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"

Tags: Nacional Notícia Saúde

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