
Investimentos bilionários contemplam Sorriso, Sinop e outras cidades, mostrando que a gestão federal governa para todos, independentemente de alinhamento político.
por Daniel Trindade
Mato Grosso nunca foi território eleitoral fácil para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em 2022, saiu das urnas com votação tímida no estado. Nas eleições municipais de 2024, o PT não elegeu sequer um prefeito. E as pesquisas mais recentes seguem apontando alta rejeição à sua gestão. É o tipo de cenário que, em outros tempos, poderia levar um governo a manter distância. Mas, no caso atual, aconteceu o oposto: os recursos federais continuam chegando com força e regularidade.
A manhã desta segunda-feira (11), em Sorriso, foi emblemática para entender essa estratégia. Ao lado do prefeito Alei Fernandes (União Brasil) , de vereadores da cidade e de lideranças da região, o senador licenciado e ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), participou da oficialização do convênio que garante a operação do Hospital da Mulher e Maternidade do Amor. No evento, fez questão de reforçar, de maneira direta, que o governo federal governa para todos:
“O presidente Lula (PT) não olha a sigla partidária, não olha a ideologia política. No campo eleitoral temos o lado, mas na hora de governar tem que ser pra todos. Nós estamos lançando já o PAC de Seleção, diversos municípios foram contemplados. O PAC da Saúde, também o PAC da Educação e o PAC do Esporte, e o PAC também do Ministério das Cidades, que é o Minha Casa, Minha Vida, o saneamento básico. Todos os municípios do Mato Grosso estão sendo contemplados. Por parte do Ministério da Agricultura, nós temos dois programas muito relevantes: o PRONER, que é a recuperação de estradas vicinais, e o PROMAQ, que é máquinas e equipamentos para que as prefeituras façam as recuperações das vias rurais, substituição de pontes ou galerias. Sorriso e todos os demais municípios mato-grossenses serão contemplados.”
Os números mostram que não se trata apenas de discurso. Em 2025, Sorriso recebeu R$ 84,07 milhões em transferências federais e mais R$ 1,5 milhão em emendas parlamentares, incluindo os R$ 9 milhões que viabilizaram a maternidade. Sinop, outro polo do Nortão, recebeu R$ 104,77 milhões em repasses diretos e R$ 11,5 milhões em emendas. Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Nova Mutum, Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis também entraram na lista de cidades beneficiadas, com obras e programas que vão de saneamento básico a infraestrutura rodoviária, passando por saúde e educação.
Além disso, o Novo PAC já executou 74,6% dos R$ 17,9 bilhões previstos até 2026 para Mato Grosso, com ações que incluem construção de escolas, melhorias no transporte escolar, unidades de saúde, habitação e saneamento. Somam-se a isso os R$ 449 milhões anunciados para investimentos na BR-163, rodovia estratégica para o escoamento da produção agrícola, com duplicações, áreas de escape e cobertura 4G ao longo de 850 km.
É nesse contexto que o papel político de Carlos Fávaro se destaca. Senador licenciado, ele atua como interlocutor de confiança entre Brasília e as prefeituras, circulando com desenvoltura em ambientes que, historicamente, mantinham distância do governo federal. Sua fala em Sorriso não foi apenas sobre programas e obras, mas sobre estabelecer uma nova forma de relação política: a de um governo que entrega sem perguntar em quem o eleitor votou.
No xadrez político mato-grossense, isso não é pouca coisa. Estamos falando de um estado onde a oposição ao PT sempre foi forte, onde as bases do agronegócio e de cidades médias como Sorriso e Sinop tendem a votar à direita, mas que hoje recebem investimentos diretos do governo federal, articulados por um ministro que conhece o campo e a cidade, o produtor e o prefeito.
O desafio, claro, é transformar essa entrega em capital político. E aí entra o teste mais difícil : manter o ritmo das obras e programas até 2026, mostrando que a presença do Estado não é episódica, mas contínua. Se conseguir, Fávaro poderá ser lembrado como a ponte que reconectou Mato Grosso a Brasília, mesmo em tempos de adversidade política.
Porque, no fim, a política que mais conta é aquela que se traduz em estrada pavimentada, hospital funcionando e saneamento na porta de casa. E, nesse quesito, pelo menos por enquanto, o governo Lula tem o que mostrar e Carlos Fávaro, o que apresentar.
O cenário reforça uma leitura importante : Lula governa para um estado onde não teve votos expressivos e onde seu partido não conquistou prefeituras nas últimas eleições, mas mantém diálogo constante com lideranças locais. Em Mato Grosso, essa ponte tem nome e sobrenome: Carlos Fávaro. Mais do que um ministro, ele atua como embaixador do governo federal no estado, levando recursos, programas e obras a regiões que antes mantinham distância de Brasília. No Nortão e em todo o estado, essa presença começa a reposicionar a narrativa política — mostrando que, mesmo onde a resistência é maior, é possível governar com entrega e resultados.
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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"



