
Evirlene Sipaúba afirma que gravação foi enviada em conversa privada; caso envolvendo vereador Marcelinho gerou exoneração e moção de repúdio da Câmara.
por Daniel Trindade
Após a repercussão do áudio que circulou em grupos de WhatsApp em Confresa (MT), a ex-secretária municipal de Cultura, Evirlene Sipaúba, divulgou uma nota pública para comentar o episódio. O caso resultou em sua exoneração do cargo pelo prefeito Ricardo Babinski (MDB), decisão publicada no Diário Oficial dos Municípios no dia 6 de março.
O caso ganhou repercussão após a circulação de um áudio em que a então secretária comenta um evento relacionado ao Dia Internacional da Mulher e faz referência à orientação sexual do vereador Marcelo Silva de Souza, conhecido como Marcelinho (PSB). A repercussão levou a Câmara Municipal de Confresa a aprovar, por unanimidade, uma moção de repúdio contra as declarações atribuídas à ex-secretária.
Em resposta às críticas, Evirlene divulgou uma nota à imprensa e à população de Confresa, na qual afirma que a gravação foi enviada em caráter privado e que o conteúdo foi divulgado sem autorização.
NOTA À IMPRENSA E À POPULAÇÃO
Diante da repercussão envolvendo a divulgação de um áudio atribuído a mim, venho a público prestar os devidos esclarecimentos à população de Confresa.
O conteúdo que vem sendo compartilhado foi encaminhado em uma conversa privada, direcionada a uma única pessoa, em ambiente estritamente, privado com a organização do evento. Onde, antes falávamos com uma certa frequência, pois já tivemos outras parcerias. Portanto, não se tratava de uma manifestação pública, tampouco de um posicionamento oficial ou declaração destinada à divulgação em grupos, redes sociais ou qualquer outro meio público.
Esclareço ainda que, em nenhum momento do referido áudio citei o nome de qualquer pessoa, nem utilizei palavras de baixo calão ou termos de ofensa direta contra quem quer que seja. A expressão mencionada na conversa foi utilizada em um contexto informal, sem qualquer intenção de desrespeitar, atacar ou discriminar alguém.
Lamento profundamente que uma comunicação de caráter privado tenha sido retirada de seu contexto e divulgada sem autorização. A exposição desse conteúdo demonstra evidente má-fé por parte de quem decidiu compartilhá-lo publicamente, com o objetivo de gerar desgaste e atingir minha imagem perante a opinião pública.
Infelizmente, não é de hoje que sou alvo de ataques e tentativas de descredibilização no município, o que reforça a percepção de que a divulgação desse material pode fazer parte de um movimento de perseguição política.
Ao longo da minha trajetória, sempre procurei pautar minha vida pública e pessoal pelo respeito às pessoas e pelo compromisso com o trabalho que desenvolvo em nossa cidade. Reafirmo, de forma categórica, que não compactuo com qualquer forma de preconceito ou discriminação.
Confio que os fatos serão analisados com responsabilidade, equilíbrio e justiça pelas instituições competentes, e que a verdade prevalecerá.
Evirlene Sipaúba
O vereador Marcelinho afirmou anteriormente que teve acesso ao áudio por meio de uma conhecida e classificou o conteúdo como homofóbico e agressivo. Segundo ele, foi registrado boletim de ocorrência e o caso deve seguir para análise das autoridades competentes.
Além do mandato na Câmara Municipal, Marcelinho atua como investigador da Polícia Civil de Mato Grosso. A moção de repúdio aprovada pelo Legislativo também menciona entendimento do Supremo Tribunal Federal segundo o qual práticas de homofobia e transfobia podem ser enquadradas como crime de racismo.
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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"






