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Governador condiciona investimentos estaduais à não aprovação do reajuste de 6,8% para 3.500 servidores do Judiciário e alerta para “efeito cascata”.
DA REDAÇÃO
O governador Mauro Mendes (União Brasil) intensificou a pressão sobre a base governista na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), exigindo a reprovação do reajuste de 6,8% proposto para 3.500 servidores efetivos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Em um evento realizado na última sexta-feira (14) na Arena Pantanal, Mendes alertou que a aprovação do aumento poderia resultar em cortes de investimentos estaduais avaliados em R$ 1,6 bilhão.
Esta medida de pressão visa evitar o que o governador descreve como um “efeito cascata” no Executivo estadual, caso o projeto seja aprovado. A proposta, apresentada pelo próprio TJMT, tem gerado um impasse significativo na ALMT, com três pedidos de vista registrados em três semanas, demonstrando a tensão entre o Governo e o Legislativo.
A declaração do governador foi um “aviso” direto a 15 deputados estaduais da base, presentes no evento. Ele argumentou que, para manter os investimentos dos últimos anos, é fundamental “melhorar a receita e segurar as despesas”, e que uma aprovação do reajuste comprometeria esse equilíbrio.
Mendes fez um apelo aos deputados, afirmando que a decisão sobre o reajuste não está em suas mãos e que eles deveriam “refletir bem sobre isso”. Ele enfatizou: “Nós não teremos quase nada do que tivemos nos últimos anos. Para ter dinheiro, você precisa melhorar a receita e segurar as despesas. Aí sobra dinheiro para fazer investimento”.
Entre os deputados que receberam o “aviso” direto, destacam-se Max Russi (PSB), presidente da Assembleia Legislativa, Dilmar Dal’Bosco (União), Dr. João (MDB), Valmir Moretto (Republicanos), Fábio Tardin (PSB), Juca do Guaraná (MDB), Eduardo Botelho (União), Beto Dois a Um (PSB), Júlio Campos (União), Chico Guarnieri (PRD), Diego Guimarães (Republicanos), Thiago Silva (MDB), Dr. Eugênio de Paiva (PSB), Paulo Araújo (PP) e Carlos Avallone (PSDB).
O projeto de reajuste está em tramitação na Assembleia há dois meses. A tensão ficou evidente com os sucessivos pedidos de vista, usados para prolongar o debate. Um exemplo recente ocorreu com o deputado Chico Guarnieri (PRD), que solicitou vista na semana passada. Guarnieri, que estaria em transição para o Republicanos para apoiar o vice-governador Otaviano Pivetta, não conseguiu justificar o pedido, relembrando a polêmica de 22 de outubro. Na ocasião, ele votou a favor da matéria em primeira discussão, mas mudou o voto após ser publicamente cobrado pelo líder Dilmar Dal’Bosco (UB).

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