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da Redação
Regivaldo Cardoso, viúvo da chacina que vitimou sua esposa e três filhas em novembro de 2023, em Sorriso (a 420 km ao norte de Cuiabá), divulgou um vídeo nas redes sociais. O objetivo foi rebater críticas a respeito de sua entrada na política e negar que esteja utilizando a morte da família como “trampolim político”, após o anúncio de sua pré-candidatura a deputado federal nas eleições deste ano.
Conhecido como “Régis”, Cardoso tem recebido críticas, incluindo de familiares. Estes avaliam que a pré-candidatura representaria uma tentativa de autopromoção a partir da tragédia.
A chacina ocorreu em novembro de 2023, quando o pedreiro Gilberto Rodrigues dos Anjos invadiu a residência de Cleci Calvi Cardoso. Ele estuprou e matou a esposa de Regivaldo e as filhas Miliane, de 19 anos, Manuela, de 12, e Melissa, de 10 anos. O responsável pelo crime foi condenado a 225 anos de prisão.
Regivaldo afirmou que, desde o crime, buscou justiça para a família. Durante esse processo, foi procurado por dirigentes partidários, que identificaram nele potencial eleitoral.
“Em todo momento eu corri atrás de justiça, porque perdi a minha família. Durante esse processo, algumas pessoas me procuraram e viram em mim um potencial para seguir lutando pelos direitos das mulheres, das crianças e dos adolescentes. Viram a possibilidade de agir por meio das leis, melhorando leis. Eu senti que posso ajudar, que tenho condições de ajudar”, declarou.
A família de Cleci Calvi Cardoso, por sua vez, não aprovou a decisão. Parentes das vítimas acusam Regivaldo de tentar se promover politicamente às custas da tragédia para se eleger.
Em resposta, o ex-caminhoneiro afirmou que precisa reconstruir a própria vida e que pretende aproveitar a oportunidade que surgiu.
“Digo como cristão, eu preciso refazer minha vida. Muitas pessoas dizem que eu deveria estar em um quarto escuro, trancado. Mas quero aproveitar a oportunidade que Deus está me dando. A minha família jamais será esquecida, minhas filhas jamais serão substituídas”, disse.
Ele reconheceu que sua pré-candidatura é frequentemente associada ao crime, mas reforçou que não usa a tragédia como instrumento político.
“As pessoas quando olham para mim assimilam ao fato. Eu nunca quis isso para mim, não pedi para isso acontecer, mas se eu puder fazer da dor uma luta, fazendo com que vocês não sintam a dor que estou sentindo. Ninguém sabe a dor da ferida que está em mim […] Jamais vou usar ela como trampolim político, para me promover, para galgar cargos públicos”, concluiu.
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