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Governador e vice intensificam exposição em busca de apoio, enquanto ações são analisadas sob a ótica da legislação eleitoral.
Da Redação
A corrida eleitoral de 2026 em Mato Grosso, ainda em sua fase de articulações, já revela as estratégias do governador Mauro Mendes (União Brasil), pré-candidato ao Senado, e do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que almeja a chefia do Executivo Estadual. Ambos intensificam a exposição pública por meio de suas funções governamentais e buscam o endosso do ex-presidente Jair Bolsonaro. Tais movimentos são analisados à luz da legislação que proíbe campanha antecipada para ocupantes de cargos públicos.
A atuação de Mendes e Pivetta tem sido notória na agenda governamental. O vice-governador Otaviano Pivetta participa frequentemente de eventos de governo, como entregas de equipamentos e repasses de recursos, além de encontros com prefeitos dos 142 municípios mato-grossenses. Essa atuação tem contribuído para a visibilidade de sua imagem, visando a disputa ao Palácio Paiaguás.
O possível apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que se encontra inelegível, é um fator determinante nas discussões políticas. Inicialmente, o endosso do ex-mandatário foi associado a Mauro Mendes e ao deputado federal José Medeiros (PL). Mais recentemente, essa sinalização se estendeu a Pivetta, buscando consolidar sua pré-candidatura. Uma eventual eleição de Pivetta em 2026 poderia representar a manutenção de um mesmo grupo político à frente do Executivo Estadual por 12 anos.
O presidente do Partido Liberal em Mato Grosso, Ananias Filho, confirmou encontros com o presidente nacional da legenda, Valdemar da Costa Neto, para discutir os cenários para o partido. Valdemar da Costa Neto mantém que as definições sobre os governos estaduais são de responsabilidade da direção nacional do PL, mas não refutou as indicações do ex-presidente Bolsonaro em relação aos políticos de Mato Grosso.
Internamente, o PL do estado demonstra divisão entre apoiar o grupo de Mauro Mendes e Otaviano Pivetta ou prosseguir com a pré-candidatura própria, encabeçada pelo senador Wellington Fagundes. Fagundes tem reiterado sua intenção de concorrer ao governo, afirmando que espera contar com o apoio da maioria do partido e do eleitorado em 2026.
Especialistas políticos observam que a antecipação de apoios pode ser uma estratégia de risco, considerando o ainda baixo interesse do eleitorado nas eleições. Com o primeiro turno agendado para 4 de outubro de 2026, a aproximadamente 347 dias, a percepção de desconfiança por parte dos votantes é um ponto a ser considerado no processo.
Mauro Mendes, amparado por índices de aprovação em pesquisas recentes, busca solidificar as principais disputas. A estrutura estatal, combinada com as articulações políticas, pode fortalecer um dos grupos que pleiteiam o Palácio Paiaguás e as vagas do Senado. Entretanto, essa movimentação pode também incentivar a união de outros candidatos ou grupos políticos.
Diversos nomes são cogitados para a sucessão ao Governo do Estado e para as vagas do Senado. Entre eles, destacam-se Wellington Fagundes, o senador Jayme Campos (União Brasil), o ministro e senador licenciado Carlos Fávaro (PSD), e a deputada e presidente do MDB, Janaina Riva.

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