Foto: Reprodução
O corpo da publicitária brasileira Juliana Marins, que morreu após cair de uma trilha durante um passeio na Indonésia, chegará ao Brasil na quarta (2) e deve passar por uma nova autópsia para comprovar as causas da morte. O traslado será iniciado nesta terça (1º) por uma companhia aérea que o levará até Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, para, na sequência, trazer ao Rio de Janeiro, onde deve refazer os exames necessários.
Juliana morreu no final da semana passada após cair a uma profundidade de 300 a 500 metros durante um passeio pelo Monte Rijani, ao ser deixada para trás pelo guia da excursão que participava. O resgate só conseguiu chegar até ela quatro dias depois.
“A Emirates confirma que o corpo de Juliana Marins, cidadã brasileira que faleceu na Indonésia, será transportado para Dubai em 1º de julho e, posteriormente, para o Rio de Janeiro em 2 de julho. A companhia aérea priorizou a coordenação com as autoridades relevantes e outras partes envolvidas na Indonésia para facilitar o transporte, no entanto, restrições operacionais tornaram inviáveis os preparativos anteriores”, disse a companhia aérea em nota.
A explicação sobre as “restrições operacionais” ocorreu por conta de um problema logístico que teria ocorrido em Bali, na Indonésia, segundo relatou a irmã de Juliana, Mariana Marins, pelas redes sociais. No domingo (29), ela afirmou que a Emirates não embarcou o corpo de Juliana por “descaso”, de que “o bagageiro do voo fico ‘lotado’”.
Segundo a companhia, a família foi informada “sobre a confirmação das providências logísticas” e afirmou daria prioridade ao transporte.
Já nesta segunda (30), a família de Juliana confirmou que entrou na Justiça solicitando que uma nova autópsia seja feita no corpo da jovem, para se averiguar as reais causas da morte e o horário que teria ocorrido. Isso porque o primeiro exame realizado pelas autoridades indonésias não chegou a uma conclusão de quando ela teria morrido.
Na última sexta (27), o médico forense Ida Bagus Alit informou que Juliana morreu cerca de 20 minutos depois da queda por causa de múltiplas fraturas no tórax, ombro, coluna e coxa, que teriam causado danos a órgãos internos. “A vítima sofreu ferimentos devido à violência e fraturas em diversas partes do corpo”, pontuou.
O profissional, no entanto, disse não conseguir precisar a hora exata da morte de Juliana por conta de vários fatores, como as condições da transferência do corpo dela entre a Ilha de Lombok, onde se localiza o Monte Rinjani, e o Hospital Bali Mandara, em Bali, onde foi feita a autópsia.
Inicialmente, o corpo da jovem foi levado para um hospital na província onde o parque está localizado. Mas, precisou ser transportado para Bali por falta de peritos na região.
A explicação, no entanto, é contestada pela família, já que um grupo de turistas na região teria encontrado Juliana ainda com vida cerca de três horas após o acidente.
“Com o auxílio do GGIM [Gabinete de Gestão Integrada de Segurança] da Prefeitura de Niterói, acionamos a Defensoria Pública da União (DPU-RJ), que imediatamente fez o pedido na Justiça Federal solicitando uma nova autópsia no caso da minha irmã, Juliana Marins”, afirmou Mariana.
Juliana Marins fazia um mochilão pela Ásia desde fevereiro e caiu de uma altura de aproximadamente 500 metros durante uma trilha na última sexta (20). Ela chegou a permanecer por lá imóvel, sem água, comida e agasalho em uma área íngreme de difícil acesso, segundo foi registrado por imagens de drone.
Gazeta do Povo

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