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Tenente-coronel Wellington Rodrigues Mendonça foi detido em Cuiabá no último domingo (25) e afastado do cargo; caso envolve alegado assédio a uma servidora da Assembleia Legislativa.
da Redação
O tenente-coronel Wellington Rodrigues Mendonça, de 44 anos, foi exonerado do comando da Polícia Militar em Peixoto de Azevedo e afastado de suas funções. A decisão da corporação ocorre após a prisão do oficial no último domingo (25), em Cuiabá, sob acusação de importunação sexual contra mulheres. Entre as vítimas estaria uma servidora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Em audiência de custódia, Mendonça obteve liberdade provisória e responderá ao processo sob medidas cautelares.
De acordo com o registro policial, o incidente ocorreu durante um “esquenta” de Carnaval na região da Praça 8 de Abril, no bairro Popular. O tenente-coronel, que apresentava sinais de embriaguez, teria se aproximado de um grupo de mulheres, sendo acusado de toques indevidos e constrangimento verbal. Relatos indicam que ele teria segurado uma das mulheres, passado a mão em sua coxa e pressionado o quadril contra o corpo dela. Ao intervir, uma amiga da vítima teria sido segurada com força pelo oficial. As vítimas também afirmaram que Mendonça usou sua patente, identificando-se como “coronel”, e mencionou estar armado. Testemunhas presentes teriam relatado que o oficial já havia agido de maneira similar em outra ocasião no mesmo local.
Durante a abordagem policial, Mendonça teria se recusado a entregar sua arma de fogo. Ele também é acusado de proferir ofensas e ameaças aos agentes, tentando usar sua posição hierárquica para intimidar a ação policial, com frases como “vou lembrar disso” e “vocês estão fudidos “, além de xingar um cabo da PM. Diante dos fatos, foi conduzido ao Plantão de Atendimento à Vítima de Violência Doméstica, Familiar e Sexual de Cuiabá.
Em audiência de custódia, o juiz plantonista Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto concedeu a liberdade provisória ao militar. A decisão impôs medidas cautelares, incluindo o comparecimento mensal em juízo, a proibição de contato com as vítimas, seus familiares e testemunhas, e a manutenção de uma distância mínima de 500 metros destas pessoas. O magistrado indicou que as providências visam “melhor vinculá-lo ao processo e para que sirva de desestímulo ao cometimento de outros delitos”. Mendonça deverá responder civil e criminalmente pelas alegações.
A Polícia Militar de Mato Grosso comunicou, por meio de nota, a instauração de um procedimento administrativo pela Corregedoria-Geral para investigar o ocorrido. A instituição reforçou que “não coaduna com qualquer tipo de crime praticado por seus integrantes” e que o militar está em liberdade condicionada ao comparecimento aos atos do processo.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Max Russi (PSDB), se manifestou sobre o caso. Ele repudiou o ocorrido e cobrou rigor máximo do comando da Polícia Militar para que todas as providências cabíveis fossem tomadas.

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