Foto: Reprodução
Mais da metade dos moradores em áreas protegidas do estado está concentrada na APA do município, que soma 15 mil habitantes
Por Redação
A Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães lidera o ranking das unidades de conservação mais povoadas de Mato Grosso, segundo dados do Censo Demográfico 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao todo, 15.386 pessoas vivem dentro da área protegida, o que representa mais de 50% de toda a população residente em unidades de conservação no estado.
Em Mato Grosso, 29.345 pessoas vivem em territórios classificados como unidades de conservação, o que corresponde a 0,8% da população estadual. Essas áreas incluem diferentes tipos de gestão e níveis de restrição ao uso do território. A maioria dos moradores vive em unidades de uso sustentável, como as APAs, que permitem ocupação humana regulada e compatível com a preservação ambiental.
Depois da APA de Chapada dos Guimarães, aparecem no levantamento a APA Nascentes do Rio Paraguai, com 5.830 moradores, e a APA Municipal do Aricá-Açu, com 5.674 habitantes. Também constam no ranking o Parque Estadual Zé Bolo Flô, localizado em Cuiabá, com 834 pessoas, e a APA das Cabeceiras do Rio Cuiabá, onde residem 599 pessoas.
Das 50 unidades de conservação com delimitação geográfica formal em Mato Grosso, 28 possuem população residente. As demais 22 não registram domicílios habitados. A maior parte dos moradores está concentrada em áreas sob gestão estadual, com 23.314 pessoas, o que equivale a 79,4% do total. As unidades sob responsabilidade de municípios reúnem 5.716 habitantes, enquanto 261 pessoas vivem em áreas federais.
O estudo mostra que 94,8% dos moradores em unidades de conservação vivem em áreas de uso sustentável, que conciliam proteção ambiental com atividades humanas. Já as áreas classificadas como de proteção integral, que têm regras mais rígidas de acesso e uso, abrigam 1.470 pessoas. Esse número coloca Mato Grosso na terceira posição entre os estados com maior número de habitantes nessas zonas restritivas, atrás apenas de Amapá e Acre.
Outro dado relevante é que a maior parte da população residente em unidades de conservação vive em áreas urbanas. São 22.639 pessoas, o equivalente a 77% do total. As demais 6.706 residem em contextos rurais. O Censo também identificou 10.549 domicílios permanentes ocupados nessas regiões, o que corresponde a 0,81% do total de moradias no estado. A média de ocupantes por domicílio é de 2,76 pessoas, número ligeiramente inferior à média estadual, que é de 2,84.
A presença de moradores em áreas protegidas representa um desafio para o planejamento urbano e ambiental. No caso da APA de Chapada dos Guimarães, por exemplo, o crescimento de loteamentos, o avanço de empreendimentos turísticos e a expansão urbana impõem pressão constante sobre os recursos naturais e exigem ações contínuas de monitoramento, fiscalização e gestão integrada.

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