Comandado por CEO brasileira, o Bumble foi acusado de ridicularizar mulheres que escolhem não se relacionar sexualmente. Após críticas, a marca anunciou uma doação a organizações de apoio a grupos marginalizados e vítimas de abuso.
Conhecido por permitir que apenas as mulheres iniciem a conversa depois do match, o aplicativo de namoro Bumble foi acusado de constranger usuárias em campanha de marketing que incentivava uma vida sexual mais ativa e criticava o celibato (quando uma pessoa escolhe não ter relações sexuais).
A empresa, comandada pela brasileira Lidiane Jones, lançou um comercial nos Estados Unidos no qual uma mulher diz aos amigos que vai renunciar ao mundo dos relacionamentos para se tornar uma freira. Já no convento, a jovem se interessa por um jardineiro e desiste da vida religiosa para voltar ao Bumble e tentar a sorte com o rapaz.
Além do vídeo, a organização espalhou outdoors em algumas capitais do país que traziam as frases “Um voto de celibato não é a resposta” e “Não desistirás de namorar para virar freira”.
O que dizem as críticas
A decisão de marketing desencadeou uma campanha de retaliação contra a marca nas redes sociais. As usuárias alegam que os anúncios promoviam uma “cultura do sexo casual”, com a qual muitas vezes as mulheres não se sentem confortáveis, além de ridicularizar pessoas virgens, assexuais ou que escolhem não manter relações sexuais por algum motivo pessoal ou religioso.
“Chocada com o anúncio do @bumble dizendo ‘um voto de celibato não é a resposta’. Num mundo que luta pelo respeito e pela autonomia sobre os nossos corpos, é terrível ver uma plataforma de encontros minar as escolhas das mulheres. Este aplicativo não deveria empoderar as mulheres para namorar em seus termos?”, escreveu uma usuária no X, antigo Twitter.
Outra publicação diz que, ao invés de envergonhar mulheres para que elas voltem a usar o aplicativo, o Bumble deveria fazer anúncios direcionados aos homens que estão na plataforma.
A reposta da plataforma
Após a repercussão, o Bumble publicou um comunicado oficial em suas redes sociais se desculpando e afirmando que estava em processo de remoção de todos os anúncios da campanha. Além disso, a plataforma disse que fará uma doação para a Linha Direta Nacional de Violência Doméstica do país e outras organizações, como parte de um esforço em apoiar mulheres, grupos marginalizados e vítimas de abuso sexual.
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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"





