
Série de depredações revolta famílias e PM avalia instalar câmeras internas para reforçar a segurança
por Daniel Trindade
O cemitério municipal de Sinop voltou a ser palco de atos de vandalismo que alertam para falhas persistentes na segurança do espaço, gerando revolta entre familiares de falecidos e questionamentos sobre a proteção de um patrimônio público sensível à comunidade. Nos últimos dias, vidraças de jazigos foram quebradas, vasos ornamentais destruídos e suportes para velas arrancados, em episódios que, além de causar prejuízos materiais, despertam indignação e dor entre visitantes que frequentam o local em busca de homenagens e lembranças.
Os ataques repetidos intensificam uma série de reclamações que vão além da depredação de túmulos. Moradores e usuários das redes sociais têm cobrado por medidas de segurança mais eficazes, incluindo a instalação de câmeras de vigilância no cemitério municipal — um pedido que já circula em publicações de apoiadores da causa pública.
A própria Polícia Militar admite a possibilidade de instalar equipamentos do programa Vigia Mais MT também no interior do cemitério, visando flagrar e responsabilizar quem pratica destruição de sepulturas. O tenente-coronel Juliano Paulo de Athayde explicou que a medida depende de critérios técnicos e da formação de parcerias com a Prefeitura de Sinop e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), além da contratação de serviços para instalação de postes e pontos de energia.
A situação ocorre em um contexto em que o cemitério municipal enfrenta desafios estruturais. A superlotação do espaço levou a administração municipal a autorizar a construção de um novo cemitério privado com infraestrutura ampliada, chamado Memorial Parque Sinop, para atender à demanda por serviços funerários e aliviar a pressão sobre o cemitério existente que já abriga mais de 10 mil corpos desde a sua inauguração em 1974.
Enquanto isso, parentes de entes sepultados no local relatam sensação de insegurança e cobram providências urgentes. A repetição dos atos de vandalismo agrava o luto de quem frequenta o cemitério para homenagear familiares e expõe uma fragilidade que, para muitos, poderia ser mitigada com investimento em tecnologia e presença efetiva de fiscalização.
A Polícia Militar informou que também intensificou as rondas no entorno do cemitério e está avaliando a ampliação do sistema de monitoramento nas avenidas de acesso, como Bruno Martini e Ingás, como parte das medidas para coibir práticas criminosas.
O caso levanta questões sobre segurança pública, preservação de espaços públicos e respeito à memória dos mortos, temas que reverberam na cidade e colocam sob escrutínio a eficácia de programas de vigilância e o papel das autoridades na proteção de bens comunitários.
A continuidade das investigações e eventual instalação de câmeras internas no cemitério podem se tornar um divisor de águas na segurança desse espaço essencial para centenas de famílias em Sinop.
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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"







