Operação mira grupo ligado ao maior roubo da história do estado e avança três anos após ação armada
Da Redação
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9), uma nova fase da Operação Pentágono e cumpriu 97 ordens judiciais contra investigados ligados ao ataque à transportadora de valores em Confresa, considerado o maior e mais violento roubo já registrado no estado.
A ofensiva ocorre exatamente três anos após a ação criminosa e inclui mandados de prisão, buscas e bloqueios de contas bancárias, com o objetivo de avançar na responsabilização dos envolvidos e atingir a estrutura financeira do grupo.
De acordo com a investigação, o crime não foi uma ação isolada. A apuração aponta a atuação de uma organização criminosa com presença em diferentes estados, estruturada com divisão de tarefas e planejamento articulado. Pelo menos 50 pessoas são investigadas por participação direta ou indireta no caso.
A Polícia Civil indica que o grupo operava com funções distribuídas entre comando, financiamento, logística e execução, além de manter apoio fora de Mato Grosso. Parte dos recursos movimentados, segundo a apuração, teria origem em outros roubos de grande porte contra instituições financeiras e transportadoras de valores no país.
O objetivo desta fase é aprofundar a coleta de provas, identificar bens adquiridos com recursos ilícitos e enfraquecer a organização criminosa. A operação também busca consolidar elementos para responsabilização penal dos investigados.
O caso remonta a 9 de abril de 2023, quando cerca de 20 criminosos fortemente armados ocuparam Confresa, a cerca de 1.050 quilômetros de Cuiabá. Durante a ação, o grupo invadiu o quartel da Polícia Militar, rendeu agentes e incendiou o prédio.
Simultaneamente, outros integrantes destruíram veículos e prédios públicos, criando um cenário de violência na cidade. O alvo principal era a transportadora de valores, onde os criminosos utilizaram explosivos na tentativa de acessar o cofre. A ação não teve sucesso e o grupo fugiu após abandonar veículos e equipamentos.
A dinâmica seguiu o padrão conhecido como “domínio de cidades”, caracterizado pelo uso de armamento pesado, explosivos e ocupação estratégica para dificultar a resposta das forças de segurança.
As investigações já haviam avançado em fases anteriores. Nos primeiros desdobramentos, suspeitos foram localizados em outros estados. Dias após o ataque, confrontos com forças de segurança resultaram na morte de integrantes do grupo na região de Pium, no Tocantins.
Em outra etapa, realizada meses depois, foram cumpridos mandados de busca em diferentes estados, com apreensão de armas, munições e veículos ligados à ação criminosa.
A nova fase da operação conta com apoio de equipes de outros estados, reforçando a atuação integrada no combate ao crime organizado e ampliando o alcance das investigações.
Redação
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