A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) afirmou, em nota divulgada nesta segunda-feira, que o afastamento de dois juízes e dois desembargadores que atuaram em processos da Operação Lava-Jato foi “inadequado”, por ocorrer por decisão monocrática e na véspera do julgamento das ações contra eles. A Ajufe ainda declarou que os quatros tem “conduta ilibada e décadas de bons serviços prestados à magistratura nacional”.
O afastamento foi determinado pelo corregedor-nacional de Justiça, Luís Felipe Salomão, no âmbito do Conselho Nacional da Justiça (CNJ). Foram afetados Gabriela Hardt, que atuou como substituta na 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, o juiz Danilo Pereira Júnior, o atual titular 13ª Vara; e os desembargadores Thompson Flores e Loraci Flores de Lima, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).
As decisões de Salomão foram tomadas em duas reclamações disciplinares, que estão na pauta da sessão do CNJ de terça-feira. Para a Ajufe, o afastamento deveria ser decidido pelo plenário, e não por apenas um conselheiro.
“O órgão com a competência natural para deliberar por tal afastamento é o plenário do Conselho Nacional de Justiça, tanto que pautada a matéria para julgamento na sessão de amanhã, dia 16/04/2024, revelando-se inadequado o afastamento por decisão monocrática e na véspera de tal julgamento”, afirmou a entidade.
A associação também afirma que os quatro magistrados afastados “possuem conduta ilibada e décadas de bons serviços prestados à magistratura nacional, sem qualquer mácula nos seus currículos, sendo absolutamente desarrazoados os seus afastamentos das funções jurisdicionais”.
Por isso, a Ajufe diz confiar que a decisão de Salomão será derrubada pelo plenário, “já que os fatos sustentados não autorizam a medida determinada”.
Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"




