
Presidente do PL em MT diz que Mauro deve opinar sobre assuntos do União Brasil e nega que o partido tenha se omitido em embate com Eduardo Bolsonaro.
por Daniel Trindade
O presidente do diretório estadual do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, reagiu às declarações do governador Mauro Mendes (União Brasil) sobre as divergências envolvendo o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). Mendes afirmou que a direita brasileira precisa de líderes capazes de promover unidade, apontando que declarações de Eduardo teriam ampliado conflitos internos. Ananias rejeitou a ideia de que o PL tenha se omitido nos recentes embates com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Durante coletiva de imprensa realizada na sexta-feira (21), Ananias disse que respondeu diretamente ao governador após considerar inadequada a intervenção dele nos assuntos da sigla. Segundo o dirigente, o governador deveria concentrar suas opiniões no União Brasil e, se desejar dialogar com o PL, isso deve ocorrer de forma respeitosa.
“Contestei e deixei claro que ele não precisa dar opinião sobre o PL. Ele deve opinar no União Brasil. Em relação ao PL, estamos abertos ao diálogo, desde que com respeito”, afirmou Ananias ao comentar sua reação às falas de Mauro Mendes.
Em 17 de novembro, Mauro foi questionado sobre a possibilidade de pedir desculpas para amenizar o clima com o PL, após trocas públicas de críticas entre ele e Eduardo Bolsonaro em entrevistas e redes sociais. O governador ponderou que não vê erro em suas declarações anteriores e reforçou que considera necessário reduzir disputas internas dentro da direita.
“Não falei nada errado. Já disse tudo o que tinha para dizer. Acredito que a direita no Brasil precisa de líderes que ajudem a construir unidade. Em alguns momentos, os posicionamentos dele têm gerado divergências, e agora é hora de buscar convergência”, afirmou o governador.
Mauro também comentou sobre o peso de alianças políticas nas eleições. Para ele, embora apoios sejam relevantes, não determinam o resultado de uma candidatura. O governador citou o exemplo da eleição de Jair Bolsonaro em 2018 como argumento de que a conexão direta com o eleitor pode superar a ausência de grandes grupos de apoio.
“Todo apoio é importante, mas não é imprescindível. Ninguém constrói candidatura apenas contando com apoios. Se fosse assim, Bolsonaro não teria sido presidente, porque foi eleito sem apoio de ninguém. Apoios ajudam, mas não definem o resultado”, afirmou Mendes.

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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"






