
Advogado sustenta que desembargador Ricardo Almeida, recém nomeado pelo governador pelo quinto constitucional, é suspeito para julgar processo envolvendo empresa de Mauro e Virgínia Mendes
O advogado Cristiano Noetzold pediu a suspeição do desembargador Ricardo Almeida, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), para atuar em um processo da Mavi Engenharia e Construções Ltda, empresa que pertence ao grupo empresarial do governador Mauro Mendes (União) e de sua esposa, Virgínia Mendes.
O valor da causa atribuído ao processo é de R$ 2.296.558,98.
Almeida foi nomeado desembargador pelo governador do estado, no fim do ano, por meio do quinto constitucional destinado a advogados.
Na arguição de suspeição protocolada no dia 26 de janeiro junto à presidência da 1ª Câmara de Direito Privado do TJMT, o advogado expõe a relação de proximidade do desembargador recém-empossado com Mauro e Virgínia Mendes, donos da Mavi Engenharia e Construções Ltda.
Para isso, ele juntou postagens do perfil do Instagram da primeira-dama e da colunista social Kharina Nogueira que mostram Ricardo Almeida em momento de descontração e confraternização, ao lado de Mauro e Virgínia Mendes. Todos os prints foram acompanhados de atas notariais.
As postagens foram feitas entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, quando Almeida já havia sido empossado no TJMT.
Ele também anexou uma reportagem intitulada “Grandes players econômicos do MT se reúnem em jantar em Balneário Camboriú”, onde Ricardo Almeida aparece junto com a esposa confraternizando ao lado de Mauro e Virgínia.
“Trata-se de prova pública que demonstra participação pessoal do magistrado em evento social íntimo com pessoas diretamente vinculadas ao polo beneficiário do julgamento”, destacou o advogado, na arguição de suspeição protocolada.
O advogado sustentou que jurisprudência do STJ é pacífica no sentido de que a amiza íntima caracteriza-se pela convivência social habitual, privada e reiterada.
Caso Oi
O desembargador Ricardo Almeida também é alvo – ao lado do governador – de uma ação popular impetrada, nesta semana, pelo ex-governador Pedro Taques (PSB), que acusa o grupo político de Mauro Mendes de desviar recursos públicos por meio de um acordo extrajudicial no valor de R$ 700 milhões firmado entre a Procuradoria-geral do Estado de Mato Grosso e a operadora Oi, cuja falência foi decretada recentemente.
Almeida atuou como um dos operadores do acordo enquanto exercia a advocacia, antes de assumir o cargo no TJMT.
Confira os posts anexados à arguição de suspeição:


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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"







