Reajuste da Petrobras aumenta custo das companhias e pode reduzir oferta de voos
Da Redação
Viajar de avião pode ficar mais caro nos próximos meses. A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (1º) um reajuste de 18% no preço do querosene de aviação (QAV), principal combustível usado pelas companhias aéreas.
O aumento representa cerca de R$ 1 a mais por litro em relação a abril e eleva o acumulado de alta em 2026 para quase 90%.
O combustível responde por cerca de 45% dos custos operacionais das empresas aéreas, o que pressiona diretamente o preço das passagens.
Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que, de fevereiro para março, a tarifa média já subiu quase 15%, passando de R$ 617,78 para R$ 707,16.
O reajuste ocorre em meio à alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada por tensões no Oriente Médio e restrições no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global da commodity.
Segundo a Petrobras, o impacto poderá ser parcelado em até seis vezes, com início em julho, como forma de reduzir os efeitos imediatos sobre o setor.
Nos últimos meses, o avanço tem sido acelerado. Em abril, o aumento do QAV chegou a 55%, enquanto em março foi de aproximadamente 9%.
Com o custo mais alto, companhias aéreas tendem a reduzir voos em rotas menos rentáveis e repassar parte do aumento ao consumidor de forma gradual.
Na prática, o cenário indica passagens mais caras e menor oferta de voos, principalmente em períodos de alta demanda.
Redação
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