Investigação apura manipulação de sistemas, fraude em faturamento e retaliação contra auditores; áudios sugerem que prefeita sabia do esquema em Várzea Grande.
Da Redação
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) protocolou, nesta quarta-feira (29), o pedido de abertura de inquérito contra a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL).
A petição enviada ao Tribunal de Justiça aponta indícios de peculato, fraude administrativa e manipulação deliberada dos sistemas do Departamento de Água e Esgoto (DAE-VG).
O caso surgiu após uma auditoria técnica identificar inconsistências graves entre backups e divergências no faturamento real da autarquia.
A denúncia revela a existência de “religações fantasmas”, técnica usada para justificar pagamentos indevidos de bônus de produtividade a servidores com dinheiro público.
Segundo os relatos, o auditor que descobriu o esquema e outros colaboradores foram exonerados em represália logo após formalizarem os fatos à direção do órgão.
A investigação também cita o desmonte estratégico do setor de TI e a demissão de 30 terceirizados para dificultar o rastreamento de provas digitais.
Gravações apreendidas mencionam que a prefeita teria ciência das irregularidades, o que motivou a atuação direta do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco).
O promotor Marcelo Caetano classificou como fundamental a perícia técnica nos arquivos e a degravação de áudios para validar a extensão do dano aos cofres municipais.
Em nota, a prefeitura informou que ainda não recebeu notificação oficial, mas afirmou estar à disposição da Justiça para prestar todos os esclarecimentos necessários.
A suspeita de corrupção acirra a crise no DAE-VG, que já enfrenta um decreto de calamidade pública devido ao desabastecimento histórico de água na cidade.
Redação
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