Relatório federal classifica plano de trocar médicos por bombeiros como “não crível” e aponta sucateamento; Estado arrisca perder verba e 10 ambulâncias.
Da Redação
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) mudou o discurso e admitiu, nesta terça-feira (28), a possibilidade de renovar os contratos dos 56 profissionais do Samu desligados em março.
O recuo ocorreu durante reunião na Assembleia Legislativa (ALMT), após o Ministério da Saúde apresentar um relatório técnico que expõe o sucateamento do serviço em Mato Grosso.
O documento federal reprova o plano estadual de substituir médicos civis por militares do Corpo de Bombeiros. Fernando Augusto Marinho, diretor nacional de urgência, alertou que a extinção do modelo médico retira o financiamento da União.
Na prática, a insistência de Pivetta em desmantelar a regulação médica coloca em risco a permanência de 10 ambulâncias novas enviadas recentemente pelo Governo Federal e o repasse de 50% do custeio do órgão.
O CRM-MT reforça que bombeiros possuem foco em resgate, mas não têm a formação clínica necessária para decisões de emergência que salvam vidas em casos graves.
Para o sindicato (Sisma-MT), o relatório oficializa a má gestão denunciada pela categoria. O desfalque de especialistas compromete a segurança dos pacientes e transforma o SUS em uma estrutura de segurança isolada.
Pivetta convocou uma reunião com os servidores para a próxima quinta-feira (30). O governo sinalizou o uso de aditivos contratuais para restabelecer as equipes e evitar o corte total de recursos nacionais.
Redação
Este é o seu portal de notícias da nossa região. No nosso site, você encontra as informações mais relevantes e atualizadas sobre tudo o que acontece por aqui. Nossa missão é manter você informado com conteúdos de qualidade, escritos por colaboradores que conhecem a fundo a realidade local.






