
Entidade critica proposta de suspender demarcações após declaração durante a Norte Show, em Sinop (MT)
por Daniel Trindade
A Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT) divulgou uma nota pública de repúdio contra declarações do pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, feitas no dia 22 de abril de 2026, durante a feira agropecuária Norte Show, em Sinop (MT). A entidade contesta a proposta de interromper a demarcação de terras indígenas e alerta para impactos diretos sobre direitos constitucionais.
Segundo a federação, o pré-candidato afirmou que pretende suspender todos os processos de demarcação de terras indígenas no país, incluindo os que tramitam na Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Para a organização, a medida compromete a segurança jurídica dos territórios e afeta diretamente comunidades indígenas em Mato Grosso e em outras regiões.
A FEPOIMT também criticou a defesa da abertura desses territórios para exploração econômica. De acordo com a entidade, esse tipo de proposta pode ampliar conflitos fundiários e favorecer a entrada de atividades ilegais, como garimpo, grilagem e exploração madeireira.
Na nota, a federação afirma que a demarcação de terras indígenas é um direito assegurado pela Constituição Federal e considerada essencial para garantir a autonomia dos povos originários, a preservação ambiental e a manutenção de modos de vida tradicionais. A ausência desse reconhecimento, segundo o documento, tende a aumentar a vulnerabilidade das comunidades e os conflitos no campo.
A entidade, que representa 46 etnias em Mato Grosso, também destacou que já existem atividades produtivas consolidadas dentro dos territórios indígenas, como agricultura familiar, extrativismo sustentável, pesca, artesanato e etnoturismo, desenvolvidas de forma compatível com a conservação ambiental.
Outro ponto abordado na nota é o impacto das terras indígenas na economia e no clima. A federação sustenta que a preservação desses territórios contribui para a estabilidade ambiental, para o regime de chuvas e para a competitividade do agronegócio brasileiro em mercados internacionais, especialmente diante da exigência por práticas sustentáveis.
A FEPOIMT ainda afirma que a demarcação funciona como barreira contra o desmatamento e desempenha papel relevante no enfrentamento da crise climática, ajudando a manter o equilíbrio ambiental e a reduzir emissões de carbono.
Ao final, a entidade reforça que continuará acompanhando o tema e atuando na defesa dos direitos territoriais indígenas, considerados fundamentais para a proteção das comunidades, da biodiversidade e do futuro ambiental do país.
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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"







