Thays Machado (esquerda) | Carlinhos Bezerra (direita) / Reprodução
Tribunal suspende leilão enquanto filho de ex-deputado aguarda julgamento por duplo homicídio
Da Redação
Denise Jorge Machado, mãe de Thays Machado, cobra uma pensão alimentícia de três salários mínimos mensais de Carlinhos Bezerra, filho do ex-deputado Carlos Bezerra. O problema: Bezerra alega ser pobre, mas é proprietário de uma mansão avaliada em R$ 7,5 milhões no bairro Santa Rosa de Cuiabá.
Bezerra está preso desde janeiro de 2023 por matar a ex-namorada Thays Machado e o namorado dela, Willian Moreno. A Justiça determinou a penhora da mansão como garantia de pagamento da pensão alimentícia.
Na última sexta-feira (21), o desembargador Hélio Nishiyama, da Segunda Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, suspendeu o leilão do imóvel. A decisão atende a um recurso da defesa de Bezerra enquanto outro processo tramita na Justiça.
A defesa argumentou que a mansão deveria ser protegida como bem de família, alegando que Bezerra não possui outro imóvel e que sua situação de encarcerado o impede de gerar renda.
O desembargador rejeitou o argumento. Segundo a decisão, faltam evidências de que a propriedade seja efetivamente ocupada como residência, o que invalida a proteção de bem de família.
Nishiyama reconheceu que suspender a venda era necessário para evitar danos irreversíveis enquanto o processo segue em tramitação. Se a decisão fosse revertida posteriormente, a execução já consumada causaria prejuízos tanto a Bezerra quanto à mãe da vítima.
Bezerra declara ser proprietário apenas de uma empresa de consultoria e detentor de 33,34% de uma empresa de construção civil. O tribunal determinou a penhora da mansão como garantia do pagamento da pensão alimentícia.
O crime que levou à acusação ocorreu em 18 de janeiro de 2023. Thays Machado e Willian Moreno foram mortos a tiros no bairro Consil, em frente ao edifício Solar Monet. Bezerra, que havia mantido relacionamento com Thays durante dois anos, não aceitou o término e disparou contra ambos.
Carlinhos Bezerra aguarda julgamento pelo Tribunal do Júri. A previsão é que seja julgado ainda em 2026, com possibilidade de pena que pode alcançar 30 anos de prisão.
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