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Parlamentar afastado do cargo mantém mandato, apesar de ser alvo de duas operações policiais por corrupção.
da Redação
A Câmara Municipal de Cuiabá rejeitou a denúncia e arquivou os pedidos de cassação do mandato do vereador Chico 2000 (Sem Partido), acusado de desvio de emendas parlamentares e lavagem de dinheiro. Em sessão realizada nesta quarta-feira (10), 15 vereadores votaram contra os pedidos, sete votaram a favor, um se absteve e outros dois estavam ausentes.
Chico 2000 foi alvo de dois pedidos de abertura de uma Comissão Processante, que poderia levar à cassação de seu mandato por quebra de decoro parlamentar. As denúncias surgiram após ele ser investigado na Operação Gorjeta, deflagrada pela Polícia Civil para apurar um esquema de “rachadinha” na Câmara. O vereador está atualmente afastado do cargo por um período de 60 dias.
De acordo com as investigações da Operação Gorjeta, o vereador direcionava emendas parlamentares ao Instituto Brasil Central (IBRACE) e à empresa Chiroli Uniformes, com parte dos valores retornando diretamente a ele. Também foram alvos da operação o presidente do IBRACE, Alex Jones Silva; o proprietário da Chiroli Uniformes, João Nery Chiroli, e sua esposa, Magali Gauna Felismino Chiroli; além dos servidores da Câmara Municipal de Cuiabá Rubens Vuolo Júnior, chefe de gabinete do vereador Chico 2000, e Joaci Conceição Silva, lotado no gabinete do vereador Mário Nadaf (PV).
Os parlamentares que votaram pela rejeição da denúncia, garantindo a permanência de Chico 2000 no cargo, foram: Adevair Cabral (SD), Alex Rodrigues (PV), Baixinha Giraldelli (SD), Daniel Monteiro (Republicanos), Demilson Nogueira (PP), Dídimo Vovô (PSB), Ildes Taques (PSB), Jefferson Siqueira (PSD), Kássio Coelho (Podemos), Marcrean Santos (MDB), Marcus Brito (PV), Maria Avalone (PSDB), Mário Nadaf (PV), Sargento Joelson (PSB) e Wilson Kero Kero (PMB).
Em contraste, votaram a favor da cassação os vereadores: Dilemário Alencar (União), Katiuscia Manteli (PSB), Maysa Leão (Republicanos), Michelly Alencar (União), Rafael Ranalli (PL), Samantha Iris (PL) e Tenente-Coronel Dias (Cidadania). A vereadora Dra. Mara (Podemos) se absteve. Eduardo Magalhães (Republicanos) e Cezinha Nascimento (União) não participaram da sessão.
Esta é a segunda vez que Chico 2000 é afastado em razão de uma operação policial. No ano passado, ele foi alvo da Operação Perfídia, também deflagrada pela Polícia Civil. Essa operação visou desarticular um esquema de corrupção envolvendo o pagamento de propina para aprovação de projetos legislativos. Ele e o vereador Sargento Joelson foram acusados de solicitar propina a um então funcionário da HB20 Construções, responsável pela execução das obras no Contorno Leste. O pagamento seria uma condição para articular, na Câmara, a aprovação de um projeto de lei que possibilitou o recebimento de R$ 4.849.652,46 pagos pela Prefeitura de Cuiabá à empresa.
À época da Operação Perfídia, Chico 2000 era presidente da Câmara Municipal de Cuiabá e detinha influência sobre os demais vereadores para determinar o que era ou não votado em plenário. Os dois parlamentares ficaram afastados por quatro meses naquele período.
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