
Jornalista, advogado e pesquisador apresentou à Secretaria da Presidência, durante a COP 30, propostas para criar o Fundo Global do Pantanal e colocar Cuiabá na disputa pela COP 33 em 2028.
por Daniel Trindade
O jornalista, advogado, pesquisador e ex-professor da Fasipe Sinop, Jefferson Luis Daltro Monteiro da Silva, que atuou no município como docente universitário, comunicador e articulador de projetos socioambientais, defendeu durante a COP 30, realizada em Belém do Pará, duas propostas que buscam ampliar o protagonismo de Mato Grosso na agenda climática global. Ele propôs a criação do Fundo Global do Pantanal e sugeriu a candidatura de Cuiabá para sediar a COP 33, em 2028. As iniciativas foram protocoladas diretamente na Secretaria da Presidência da República.
Daltro integrou a delegação brasileira a convite do Governo Federal, após indicação de sua instituição acadêmica no Rio Grande do Sul, onde cursa doutorado em Desenvolvimento Regional pela UNIJUÍ. Mestre em Estudos de Cultura Contemporânea pela UFMT e com forte atuação acadêmica e jornalística, ele destacou que, apesar das críticas à infraestrutura de Belém, a conferência cumpriu seu papel e demonstrou a capacidade de adaptação do país. Para ele, a mobilização logística que incluiu hotéis flutuantes e estruturas temporárias mostrou que grandes eventos podem ser realizados com planejamento e vontade política.
A primeira proposta apresentada pelo jornalista-pesquisador foi a criação do Fundo Global do Pantanal, inspirado no Fundo Amazônia, que já arrecadou mais de R$ 8 bilhões. Daltro argumenta que os extremos climáticos têm intensificado queimadas e colocado em risco o futuro do bioma. O fundo proposto teria governança própria e receberia recursos da União e de países estrangeiros, destinados exclusivamente ao Pantanal.
Os investimentos seriam direcionados a ações de combate e prevenção a incêndios, iniciativas sociais com comunidades tradicionais, pesquisas científicas, desenvolvimento tecnológico, turismo sustentável e programas de preservação. Daltro ressalta que o Pantanal não deve ser tratado apenas como parte de um fundo nacional abrangente. “Estamos diante da maior área úmida alagável continental do planeta, com biodiversidade única. Há estudos apontando colapso até 2070 se não agirmos agora. Um fundo global específico é o mínimo para um país que quer liderar a agenda climática”, afirmou
A segunda proposta apresentada por Jefferson Daltro defende que Cuiabá se candidate para sediar a COP 33, em 2028. Para ele, se a COP 30 colocou a Amazônia no centro do debate internacional, o Pantanal e Mato Grosso também têm condições de receber um evento dessa magnitude. O jornalista destaca que a capital mato-grossense reúne infraestrutura adequada, com o Centro de Eventos do Pantanal, a Arena Pantanal e o futuro Parque Novo Mato Grosso, além de avanços na mobilidade urbana com o BRT em implantação.
Daltro lembra que a escolha da sede depende da manifestação formal do Brasil e de articulação entre governo, sociedade civil e instituições internacionais. “Uma COP não é apenas um evento ambiental; é um motor econômico que movimenta bilhões, atrai investimentos e reposiciona cidades no cenário global”, afirmou.
Ao fazer um balanço da sua participação na COP 30, Jefferson Daltro destacou que recebeu apoio integral de representantes do Rio Grande do Sul, que abriram espaço para que ele apresentasse a situação extrema enfrentada pelo Pantanal comparável às enchentes que atingiram o estado gaúcho em 2025. Ele afirma ter cumprido seu objetivo ao protocolar as propostas e defende que o debate agora deve ganhar amplitude com governos, especialistas e sociedade civil.

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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"




