A vira-lata foi inicialmente adotada por todos os militares e, posteriormente pela família do sargento.
Os policiais que participaram da operação Canguçu, que fechou o cerco contra os criminosos que atacaram Confresa em 9 de abril, tiveram uma companhia muito especial durante os mais de 35 dias de caçada em Tocantins: uma cadela vira-lata, filhote.
Em entrevista, o 2° Sargento da Patrulha rural do 4°BPM, Gyllvagno Vieira Flor, 38 anos, contou que a filhote chegou ao bloqueio policial entre o povoado de Café da Roça e Fazenda JAN, bastante debilitada, desidratada e com anemia. No Quartel General das Forças de Segurança envolvidas na Operação Canguçu, os policiais cuidaram da cadela, a alimentaram, deram carinho e aos poucos ela ganhou o cuidado de todos e foi adotada pela equipe.
“Ela ficava conosco o tempo todo, dávamos comida, brincávamos com ela, e ela foi engordando. Agora, depois dos exames, descobrimos que ela tinha anemia, mas já está sendo tratada. Ela está bem agora, está toda serelepe, está se acostumando com a casinha nova dela. Foi uma festa, com as crianças e todo mundo“, pontua.
Batizada de Canguçu, em homenagem à operação que fez parte, a cadelinha foi a alegria dos militares durante a caçada. “Ela não é um cão policial, não teve treinamento, mas esteve o tempo todo conosco, desde o começo. Algumas vezes o pessoal tirava foto com ela durante as abordagens, mas era só de brincadeira por ela estar conosco”, relembrou ele.
Após encerrar o plantão na operação, no último sábado (13), o sargento resolveu adotar a filhote e levá-la para sua casa, em Gurupi. “Mandei dela para minha família e falei que teríamos que cuidar dela. Minha mãe é uma defensora ferrenha dos animais, então começamos a cuidar dela”, comenta ele.
Hoje, com 3 meses, Canguçu é o xodó da família do sargento que tem dois filhos, Marina e Miguel. Segundo ele, o sonho de seu filho era ter um cachorro, enquanto Marina tinha um certo receio por ter perdido outro animal de estimação a cerca de um ano. Ainda assim, a chegada de Canguçu, despertou nas crianças um amor incondicional com o nome pet.
“O Miguel estava doido para ter um cachorrinho em casa e tudo mais, mas estava difícil convencer a Marina. No entanto, com a Canguçu foi diferente, a primeira vez que a Marina viu a foto da cadelinha, ela já queria que trouxesse para casa. Essa adaptação está sendo ótima, melhor que o esperado”, destaca. Agora, as crianças já tomam conta de Canguçu, inclusive desempenhado papéis como dar comida e água, entre outras.
A Operação Canguçu durou 40 dias e mobilizou forças de segurança de Mato Grosso e de Tocantins e contabilizou 18 bandidos mortos em confrontos e quatro presos, sendo dois acusados de dar suporte logístico ao bando.
O ataque aconteceu no dia 9 de abril, quando o bando chegou a Confresa em veículos blindados e armados com armamento de grosso calibre. Os bandidos explodiram o quartel da Polícia Militar da cidade e queimaram um carro em frente ao local, enquanto outros criminosos foram até a sede da empresa de transporte de valores Brinks e acionaram bombas no muro a fim de invadir o local. A expectativa era levar entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões. O plano foi frustrado, contudo, em razão de um dispositivo de segurança que liberou uma fumaça tóxica, semelhante ao enxofre, que impedia que qualquer pessoa permanecesse dentro do cofre.
Após a fuga, o grupo chegou a entrar em confronto com a Força Tática, antes de fugir em direção ao Tocantins, onde foram cercados pelas forças de segurança de cinco estados.

Fonte : Redação Reporter MT
Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"






