
Distúrbio comum compromete atividades simples, não tem cura definitiva e exige acompanhamento médico
por Daniel Trindade
O jornalista Leandro Lima do Nascimento, de Sinop, convive com o tremor essencial, um dos distúrbios neurológicos mais comuns do mundo, mas ainda pouco conhecido e alvo de preconceito social. A condição provoca tremores involuntários rítmicos, geralmente nas mãos e braços, mas que também podem atingir cabeça e voz, impactando atividades simples do dia a dia, como escrever, segurar um copo ou abotoar uma camisa.
Diferente da doença de Parkinson, o tremor essencial costuma aparecer durante o movimento e não em repouso. Situações de estresse ou ansiedade podem intensificar os sintomas, mas não são a causa. A origem ainda não é totalmente esclarecida, mas estudos apontam forte influência genética: em muitos casos, a condição é hereditária e pode atingir diferentes gerações da mesma família. Apesar de não ser fatal, a doença pode evoluir lentamente e comprometer a autonomia do paciente.
O diagnóstico é clínico e geralmente feito por um neurologista especializado em distúrbios do movimento. Não há um exame único que confirme a doença; médicos observam a ocorrência dos tremores e, em alguns casos, solicitam exames de imagem apenas para descartar outras condições, como Parkinson, esclerose múltipla ou sequelas de AVC. O tratamento varia de acordo com a gravidade. Em situações leves, pode bastar o acompanhamento médico. Já nos quadros mais severos, são indicados medicamentos específicos, fisioterapia e até a estimulação cerebral profunda, procedimento cirúrgico que ajuda a controlar os movimentos involuntários.
Apesar de sua relevância, o tremor essencial ainda carrega forte estigma. Muitas pessoas confundem os sintomas com nervosismo, alcoolismo ou falta de controle emocional. Esse desconhecimento gera preconceito e pode levar pacientes ao isolamento. Especialistas reforçam que a informação é a principal ferramenta contra o tabu, permitindo que pacientes recebam apoio e compreensão em vez de julgamento.
No Congresso Nacional, tramita o Projeto de Lei 601/2022, que propõe alterar o Estatuto da Pessoa com Deficiência para reconhecer portadores de tremor essencial como pessoas com deficiência. Se aprovado, o texto garantirá proteção legal adicional e acesso a políticas públicas específicas, reconhecendo as limitações que a doença pode impor na vida cotidiana.
Em Mato Grosso, hospitais regionais e centros universitários oferecem atendimento neurológico pelo SUS. No âmbito nacional, pacientes podem buscar apoio em entidades como a Associação Brasil Parkinson, além de grupos de suporte virtuais que compartilham informações e experiências. O caso do jornalista Leandro Lima evidencia a importância de ampliar a discussão sobre o tremor essencial, combatendo o preconceito e reforçando que, com diagnóstico precoce e acompanhamento adequado, é possível manter uma vida ativa e produtiva.
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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"






