Foto: Reprodução
Adolescente teria sugerido ao namorado virtual que consumisse carne das vítimas após chacina no RJ; Polícia Civil analisa mensagens do casal
Da Redação
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga o suposto envolvimento de uma adolescente de 15 anos, moradora de Água Boa, em uma chacina que deixou três mortos no município de Itaperuna (RJ). A jovem teria incentivado o namorado virtual a cometer os assassinatos e sugerido que ele consumisse partes dos corpos para dificultar a identificação das vítimas.
A informação foi divulgada pelo delegado Carlos Augusto Guimarães, responsável pelo caso, em entrevista ao canal Beto Ribeiro no YouTube, nesta segunda-feira (21). A polícia ainda apura se a proposta de canibalismo foi apenas cogitada ou chegou a ser executada.
O casal mantinha uma relação exclusivamente virtual há cerca de seis anos, iniciada por meio de jogos online. Eles nunca se encontraram pessoalmente. A adolescente utilizava o apelido “John Wick” nas redes sociais, em referência ao personagem de filmes de ação.
O conteúdo do computador da jovem está em análise pela perícia no Rio de Janeiro. A expectativa é que as conversas entre o casal revelem detalhes do planejamento do crime e o nível de participação da adolescente, que foi apreendida em Água Boa e transferida para o Complexo Pomeri, em Cuiabá.
O crime ocorreu no dia 21 de junho. Antônio Carlos Teixeira, de 45 anos, Inaila Teixeira, de 37, e o filho do casal, de 3 anos, foram mortos a tiros dentro de casa, enquanto dormiam. Os corpos foram ocultados em uma cisterna no quintal da residência.
De acordo com a investigação, a motivação estaria ligada à proibição dos pais em relação a uma viagem do filho até Mato Grosso para conhecer a namorada. Três dias após o crime, o adolescente compareceu à delegacia com a avó e relatou o desaparecimento da família. Durante a apuração, confessou o triplo homicídio.
Ainda segundo o delegado, a adolescente demonstrou frieza durante o depoimento e se recusou a ter a mãe presente no interrogatório. Ela carregava um ursinho de pelúcia no momento da oitiva. A polícia apura também se a jovem compartilhou o plano com terceiros ou estimulou outras ações violentas. O caso segue sob investigação.

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