Foto: Reprodução
Polícia aponta motivação passional na morte de empresário; médica é investigada por fraude processual
Por Redação
A Polícia Civil de Sorriso (MT) cumpriu mandados de prisão e busca nesta semana como parte das investigações sobre o assassinato de Ivan Michel Bonotto, de 35 anos, ocorrido em março de 2025. O caso ganhou novos contornos após a identificação de um possível triângulo amoroso envolvendo a vítima, a médica Sabrina Iara de Mello, e seu marido, o empresário Gabriel Júnior Tacca.
As apurações indicam que Gabriel é suspeito de planejar o crime, enquanto Danilo Carlos Guimarães foi apontado como o autor das facadas que atingiram a vítima. A médica Sabrina também é investigada por fraude processual por supostamente apagar mensagens e imagens do celular de Ivan durante a internação hospitalar.
O crime ocorreu na noite de 22 de março, dentro de uma distribuidora de bebidas de propriedade do empresário Gabriel. Câmeras de segurança mostraram que Ivan estava no local com o suspeito no momento em que foi atacado pelas costas. Após a agressão, os três homens permaneceram por cerca de dois minutos no interior do estabelecimento antes de o empresário levar a vítima ao hospital. O trajeto, que poderia ser feito em menos de um minuto, durou cerca de 11 minutos.
A versão inicial apresentada por Gabriel, seu pai e o agressor indicava que Ivan teria discutido com um cliente desconhecido, que o agrediu e fugiu. Danilo, ao se apresentar à polícia, afirmou ter agido em legítima defesa após supostos insultos e ameaças da vítima. No entanto, as versões foram posteriormente confrontadas com imagens e depoimentos colhidos no inquérito.
A polícia também analisou registros de câmeras residenciais que mostram a vítima e Sabrina em clima de intimidade dias antes do crime. Nas redes sociais, o trio compartilhava imagens públicas que indicavam proximidade.
Durante a internação, quatro minutos após a chegada de Ivan ao hospital, Sabrina compareceu ao local e, de acordo com a investigação, teve acesso ao celular do paciente. Ela teria apagado conteúdos que poderiam relacionar a vítima ao casal e ao autor do crime. O aparelho foi entregue à família três dias depois, com parte dos arquivos removidos. Um dos vídeos, entretanto, foi recuperado e entregue à Polícia Civil.
Ivan faleceu em 13 de abril, após quase dois meses hospitalizado. Segundo os autos, ele sofreu uma parada cardiorrespiratória. O óbito levou a polícia a aprofundar as diligências e solicitar medidas cautelares para os investigados. Gabriel foi preso nesta semana e, conforme as autoridades, deve ser ouvido em breve.
A Delegacia de Sorriso segue com as investigações para concluir o inquérito e esclarecer todas as circunstâncias do caso. Novas diligências e análises periciais seguem em andamento.
Sorriso/MT: Médica é investigada por apagar provas em caso de assassinato ligado a relacionamento extraconjugal

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