
Primeira-dama de São Gabriel do Oeste registra boletim de ocorrência após ser ironizada em grupo de WhatsApp; caso reacende polêmica sobre gabinete exclusivo criado pelo prefeito Leocir Montanha e já revogado após críticas.
por Daniel Trindade
Uma simples figurinha de WhatsApp foi o estopim de mais uma polêmica política em São Gabriel do Oeste, município do interior de Mato Grosso do Sul. A primeira-dama Cleire Arguelho dos Santos, de 45 anos, registrou boletim de ocorrência por injúria, ameaça e difamação contra a administradora de um grupo local do aplicativo, Kátia Barbosa, que foi convocada a prestar esclarecimentos na delegacia.
O caso ganhou repercussão após Kátia relatar no próprio grupo que havia sido procurada pela polícia. Segundo ela, a queixa estaria relacionada a uma figurinha compartilhada entre os membros, que ironizava o comportamento da primeira-dama, representando-a com a frase “partiu privado tirar satisfação”. A imagem teria surgido após Cleire deixar o grupo, mas continuar recebendo prints de conversas, onde eram mencionadas abordagens feitas por ela em mensagens privadas para confrontar membros sobre determinados comentários.

Kátia afirma que não houve incitação de hostilidade contra Cleire e que os participantes expressam suas opiniões de maneira espontânea. “Nunca incentivei ninguém a hostilizá-la. As pessoas têm opinião própria. A figurinha surgiu porque, de fato, ela foi tirar satisfação no privado com algumas pessoas”, explicou.
Além da queixa da primeira-dama, um segundo boletim de ocorrência foi registrado por uma servidora pública lotada no gabinete do vice-prefeito. Ela alega ter sido caluniada após sua nomeação ser discutida no grupo sob a acusação de desvio de função. Kátia sustenta que a crítica se baseou em fatos e que chegou a formalizar a denúncia por desvio funcional junto à ouvidoria da prefeitura.
Em meio à polêmica, a primeira-dama divulgou nota de esclarecimento pública, afirmando que aceita críticas construtivas, mas repudia conteúdos que promovam desinformação, incitação ao ódio ou ataques pessoais. Ela defendeu que sua conduta sempre foi pautada pela ética e que, se houve mal-entendido, está disposta ao diálogo. “A verdade deve sempre prevalecer”, declarou Cleire na nota, ressaltando seu compromisso com o trabalho social em parceria com o prefeito Leocir Montanha (PSD).

O caso ocorre pouco tempo após uma outra crise envolvendo a primeira-dama. No ano passado, o prefeito Leocir Montanha publicou um decreto polêmico criando um gabinete exclusivo para Cleire dentro do Paço Municipal. A medida autorizava que secretários, procuradores e dirigentes da administração direta e indireta atendessem solicitações da primeira-dama sem apresentar resistência, o que gerou forte reação na cidade. A repercussão negativa foi tanta que o decreto foi revogado e, posteriormente, Cleire pediu exoneração do cargo público que ocupava, encerrando oficialmente sua atuação como servidora.
A sequência de episódios evidencia o clima de tensão entre gestores públicos e cidadãos em ambientes digitais, especialmente em pequenos municípios, onde a proximidade entre população e autoridades tende a gerar embates diretos. Por ora, os casos seguem sob apuração na esfera policial, mas já causam barulho nas redes sociais e no cenário político local, reacendendo o debate sobre limites entre liberdade de expressão e responsabilidade nas redes e também sobre a atuação de figuras públicas fora dos bastidores.
com informaçoes do Portal Investiga MS

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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"





