
Briga política entre vereadores termina com confissão pública de adulteração de água; caso está sob análise do Conselho de Ética e da Polícia Civil.
por Daniel Trindade
Um caso inusitado e polêmico está repercutindo em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas Gerais, envolvendo dois vereadores em uma situação que ultrapassou os limites do embate político. Durante uma sessão na Câmara Municipal, realizada no dia 20 de maio de 2025, o vereador Benedito Raimundo Ribeiro (PL), conhecido como “Dito”, afirmou ter consumido água adulterada com gosto estranho, levantando a suspeita de que havia sido vítima de um ato proposital.
As suspeitas foram confirmadas dias depois, quando o vereador Carlos Roberto Dias (União) gravou um vídeo em suas redes sociais admitindo ter colocado laxante na água do colega. Segundo ele, a atitude foi uma forma de “resposta” às constantes críticas que vinha recebendo de Dito.
“Ele estava pegando demais no meu pé. Faz vídeo, me corta, me chama de puxa-saco do prefeito. Eu não estava aguentando mais. Pinguei um pouco de laxante na água dele para ver se ele saía um pouco da reunião e parava com isso”, confessou Carlos Dias.
Apesar da admissão, o vereador tentou minimizar o caso ao afirmar que laxante não é veneno. “Quem diz que laxante é veneno está mentindo. Eu mesmo tomo de vez em quando, depois de tomar umas cervejas”, declarou. Em seguida, ele pediu desculpas públicas ao vereador Dito e à sua família, afirmando que agiu no calor do momento : “Não fiz por maldade, fiz de cabeça quente”.

Durante a própria sessão, Dito já havia relatado o ocorrido na tribuna, dizendo que sentiu gosto estranho na água e passou mal logo após ingerir o líquido. Ele solicitou que a polícia fosse acionada para registrar boletim de ocorrência e pediu a análise da substância ingerida. “Essa água está batizada. Quero que alguém leve para análise, porque se eu mesmo levar, vão dizer que eu inventei”, protestou o parlamentar.
O presidente da Câmara, Antônio Longuinho (PDT), informou por meio de vídeo oficial que uma sindicância interna foi aberta imediatamente após o ocorrido.
“Tomei conhecimento do caso e determinei a abertura de uma sindicância para apuração dos fatos com seriedade, responsabilidade e imparcialidade. Eu mesmo experimentei a água e senti que não estava normal”, disse Longuinho.
A sindicância confirmou o envolvimento do vereador Carlos Dias, e os documentos com os resultados foram encaminhados ao Conselho de Ética da Câmara Municipal, que deve analisar possíveis sanções por quebra de decoro parlamentar.

O caso também é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais, que instaurou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) com base no artigo 132 do Código Penal, que trata de expor a vida ou a saúde de outra pessoa a perigo direto e iminente. Segundo a corporação, a amostra da água foi recolhida e será submetida a análise pericial para identificar a substância inserida. O vereador vítima já foi ouvido e os demais envolvidos, incluindo o autor confesso, serão convocados para depoimento nos próximos dias.
O episódio ganhou repercussão estadual e reacendeu o debate sobre o nível de civilidade e respeito dentro dos espaços públicos. O ambiente político em Santa Rita do Sapucaí, que já vinha sendo marcado por trocas de farpas entre parlamentares, agora enfrenta o desafio de lidar com uma grave violação ética e possível infração penal, que poderá resultar em medidas disciplinares e até responsabilização judicial.
com Informações R7 Notícas

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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"




