Presidente destaca papel da primeira-dama em discussões sobre direitos humanos, gênero e igualdade
Por Daniel Trindade, Portal de Notícias Deixa Que Eu Te Conto, com informações do Estadão
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que uma das pessoas que mais ouve é sua esposa, Rosângela da Silva, conhecida como Janja. Segundo Lula, ela frequentemente o contraria e quer discutir temas como economia, direitos humanos, política de gênero e igualdade. “A Janja é uma pessoa que diz não para mim muitas vezes. Ela quer discutir economia, quer discutir política de direitos humanos, política de gênero, política de igualdade. Tudo ela quer discutir e eu acho maravilhoso”, disse o presidente em entrevista à Record nesta terça-feira, 16.
Lula discordou da ideia de que poucas pessoas em sua equipe têm coragem de confrontá-lo. Ele afirmou que “muita gente” se sente à vontade para fazê-lo, graças à relação verdadeira que mantém com seus ministros e outros colaboradores. “Eu jamais ficarei de biquinho, jamais ficarei de cara feia porque você disse uma coisa que eu não gosto. Se você disser uma coisa que eu não gosto, às vezes essas coisas podem me ajudar mais do que se você fosse uma pessoa lambe-botas”, declarou o presidente.
Desde o início do mandato, especula-se que poucos membros da equipe de Lula têm coragem de confrontá-lo, o que poderia criar “pontos cegos” na gestão. Lula, no entanto, refutou essa ideia, afirmando que mantém uma comunicação aberta com todos. Ele também negou que teve mais contato com representantes dos outros poderes em mandatos anteriores. “Não é verdade que tive mais convivência [com outros políticos] no primeiro mandato que agora”, afirmou.
O presidente citou sua mãe, Dona Lindu, como exemplo de responsabilidade fiscal, mencionando como ela geria as contas da casa durante sua infância. Ele reiterou que o País só vai gastar o que tem e se endividar apenas em investimentos que aumentem o patrimônio nacional.
Apesar de reconhecer melhorias na economia, Lula criticou a taxa básica de juros, que considera a única variável fora de controle. A taxa Selic, atualmente em 10,50% ao ano, tem sido um ponto de discórdia entre o presidente e o Banco Central, liderado por Roberto Campos Neto. Lula não mencionou Campos Neto nominalmente desta vez, mas expressou descontentamento com o ritmo de queda da Selic.
Lula também comentou sobre o atentado contra o ex-presidente americano Donald Trump, ocorrido durante um comício. Segundo Lula, Trump tentará tirar proveito do incidente para sua campanha eleitoral. “Aquela foto dele com o braço erguido, se fosse encomendada não sairia melhor. Ele vai explorar isso”, afirmou o presidente.
O presidente defendeu a necessidade urgente de regular as grandes empresas de tecnologia, as chamadas big techs. Lula planeja se reunir com o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, para discutir o tema e construir uma proposta ouvindo empresários e os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). “Não é possível essas empresas continuarem ganhando dinheiro disseminando mentiras, disseminando inverdades, fazendo provocação, campanha contra vacina, campanha favorável a isso, campanha favorável àquilo, sem levar em conta nenhum compromisso com a verdade”, disse Lula.
Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"






