Por Daniel Trindade, do portal de notícias Deixa Que Eu Te Conto
Neste sábado, 3 de agosto, a Venezuela vive um dia de intensas manifestações tanto contra quanto a favor da reeleição do presidente Nicolás Maduro. O processo eleitoral, marcado por alegações de fraude, foi amplamente considerado irregular por diversos países.
A líder da oposição, María Corina Machado, convocou um protesto para uma das principais avenidas de Caracas, previsto para o final da manhã. No entanto, o medo da repressão, que em 2017 resultou em quase 100 mortes, paira sobre a população, especialmente após o aumento das ameaças de Maduro. O presidente foi declarado vencedor das eleições do último domingo pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), controlado pelo regime, com 52% dos votos, contra 43% atribuídos a Edmundo González Urrutia, representante de Machado, que foi impedida de disputar a presidência. As atas de votação não foram apresentadas.
Em resposta, Maduro afirmou ter prendido 1.200 oposicionistas, ameaçando enviá-los para um presídio de segurança máxima. O presidente também intensificou as ameaças contra os líderes da oposição, que foram obrigados a se esconder.
A oposição, liderada por Machado e González, se manifestou no último dia 30 de julho contra os resultados da eleição. Eles afirmam ter provas de fraude e publicaram cópias de 84% das atas de votação em um site. Segundo a oposição, González recebeu 67% dos votos. Ao menos 11 civis e um militar morreram em protestos após a votação, e mais de 1.200 pessoas foram detidas durante manifestações em todo o país nos dias seguintes à eleição. A oposição denuncia uma “repressão brutal”, com um balanço de 20 mortos e 11 desaparecimentos forçados.
Na sexta-feira, a oposição também denunciou uma ação contra sua sede em Caracas por um grupo de homens armados e encapuzados, além da detenção arbitrária do jornalista Roland Carreño.
Em questão de horas, cinco países latino-americanos reconheceram na sexta-feira a vitória de González nas eleições. O Peru foi o primeiro, seguido por Argentina, Uruguai, Equador, Costa Rica e Panamá. O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Antony Blinken, afirmou que existe “evidência esmagadora” que certifica González como o vencedor das eleições de 28 de julho.
Maduro, por sua vez, agradeceu os esforços dos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, da Colômbia, Gustavo Petro, e do México, Andrés Manuel López Obrador, a favor de um acordo político na Venezuela. Maduro acusa Machado e González de promover atos de violência e um “golpe de Estado” com o apoio de Washington. Ele afirmou que os dois deveriam “estar atrás das grades” e denunciou planos para uma violenta “emboscada” durante a manifestação convocada por Machado.
Maduro, 61 anos, no poder desde 2013, convocou para este sábado o que chamou de “a mãe de todas as marchas para celebrar a vitória”. Entre os países que reconhecem a vitória de Maduro estão Nicarágua, Rússia e Irã.
Informações do Estadão.
Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"







