Caso envolve infecção de seis pacientes transplantados devido a resultados falso-negativos; outros dois suspeitos já estão presos
Por Daniel Trindade
Jacqueline Iris Bacellar de Assis, funcionária do laboratório PCS Lab Saleme, se entregou à Polícia Civil do Rio de Janeiro nesta terça-feira (15). Ela era procurada por suspeita de envolvimento em exames de HIV com resultados falso-negativos que levaram à infecção de pacientes transplantados.
Bacellar de Assis era considerada foragida desde segunda-feira (14), quando o sócio principal do laboratório, Walter Vieira, e o técnico responsável pelas análises, Ivanilson Fernandes, foram presos.
O caso envolve seis pacientes que contraíram HIV após receberem órgãos transplantados. Os exames dos doadores, realizados pelo PCS Lab Saleme, apresentaram resultados falso-negativos para o vírus.
Nos laudos, Jacqueline consta como biomédica, mas o número de registro profissional utilizado pertence a outra pessoa. O laboratório afirma que ela apresentou um diploma de formação em biomedicina ao ser contratada.
O advogado de Jacqueline, José Félix, informou que sua cliente desconhece uma suposta troca de mensagens divulgada pelo laboratório à imprensa.
A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro suspendeu o contrato com o laboratório e criou uma comissão multidisciplinar para acompanhar os pacientes afetados. A pasta está reavaliando amostras de sangue de doadores desde dezembro de 2023.
O PCS Lab Saleme declarou que oferecerá suporte médico e psicológico aos pacientes infectados e seus familiares, descrevendo o incidente como sem precedentes em sua história.
As investigações prosseguem para esclarecer as circunstâncias que levaram aos erros nos exames e à infecção dos pacientes transplantados.
Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"





